ISTs: Infecções Sexualmente Transmissíveis 


por Eneli Gomes de Lima 

Nesta aula você vai compreender os principais conceitos relacionados às ISTs: agentes etiológicos, formas de transmissão, manifestações clínicas, métodos de diagnóstico, tratamentos e estratégias de prevenção.  

O QUE SÃO INFECÇÕES? 

Uma infecção ocorre quando um microrganismo consegue penetrar, sobreviver e se multiplicar dentro de um hospedeiro, podendo provocar alterações no funcionamento normal do corpo. Os agentes infecciosos podem ser microrganismos tais como vírus, bactérias, protozoários ou outros.  

Entretanto, nem toda infecção provoca sintomas imediatamente. Muitas vezes, o organismo infectado consegue controlar parcialmente o agente invasor ou permanece em uma fase de ausência de manifestações clínicas. 

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são infecções causadas por diferentes microrganismos e são transmitidas principalmente por meio de relações sexuais sem proteção, podendo ser relações vaginais, anais ou orais. A transmissão ocorre através do contato com secreções corporais, sangue, mucosas ou lesões presentes em uma pessoa infectada.  

Apesar de a via sexual ser a principal forma de transmissão, algumas ISTs também podem ser transmitidas por outras vias. A transmissão sanguínea ocorre quando há contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de agulhas e seringas, no uso de materiais perfurocortantes não esterilizados ou em procedimentos realizados sem condições adequadas de segurança. Essa forma de transmissão é especialmente importante para infecções como HIV e hepatite B e C. 

Outra forma de transmissão é a transmissão vertical, quando a pessoa gestante transmite o agente infeccioso para o bebê durante a gravidez, o parto ou a amamentação. Essa via de transmissão pode ocorrer em infecções como HIV, sífilis, hepatite B e algumas outras ISTs, podendo causar complicações para o desenvolvimento do feto ou do recém-nascido. 

Ilustração demonstrando como ocorre a transmissão vertical durante a gestação.  

(Imagem elaborada pela autora, com auxílio do ChatGPT (OpenAI)) 

É importante ressaltar que uma pessoa pode sim estar infectada e transmitir o agente causador mesmo sem apresentar sinais ou sintomas. Esse período, chamado de fase assintomática, é um dos fatores que favorecem a disseminação dessas infecções na população. 

POR QUE O TERMO MUDOU DE DST PARA IST? 

Durante muitos anos, utilizou-se a expressão “Doenças Sexualmente Transmissíveis” (DST). Porém, o termo “doença” geralmente está associado à presença de sintomas e alterações perceptíveis no organismo. Como muitas pessoas possuem o microrganismo no corpo sem apresentar manifestações clínicas, a expressão passou a ser considerada inadequada. 

Por esse motivo, a nomenclatura foi alterada para “Infecções Sexualmente Transmissíveis” (IST), destacando que a presença do agente infeccioso pode ocorrer mesmo quando não há sinais aparentes da doença. Essa mudança também reforça a importância da prevenção, da realização de testes e do diagnóstico precoce. 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ISTs? 

HIV E AIDS 

O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um retrovírus que infecta principalmente os linfócitos T CD4+, células fundamentais para a resposta imunológica. Ao invadir essas células, o vírus prejudica gradualmente a capacidade de defesa do organismo. 

É importante diferenciar HIV de AIDS. A infecção pelo HIV não significa necessariamente que a pessoa desenvolverá AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Com o tratamento adequado, muitas pessoas vivendo com HIV mantêm a carga viral controlada e apresentam boa qualidade de vida. 

Quando ocorre grande redução das células de defesa, o organismo acaba se tornando mais vulnerável a infecções chamadas oportunistas, causadas por microrganismos que normalmente não provocariam doenças graves em indivíduos com o sistema imunológico saudável. 

É importante destacar que o HIV não é transmitido por contatos cotidianos, como abraço, aperto de mão, compartilhamento de objetos, alimentos ou pelo contato com lágrimas, suor ou saliva. A transmissão ocorre principalmente por meio de sangue contaminado, relações sexuais sem proteção e transmissão vertical (da gestante para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação). 

  • TRATAMENTO 

O tratamento da infecção pelo HIV é realizado por meio da terapia antirretroviral, que consiste na utilização combinada de medicamentos capazes de impedir diferentes etapas do ciclo de multiplicação do vírus dentro das células humanas.  

A terapia antirretroviral não elimina completamente o HIV do organismo, pois o vírus pode permanecer em algumas células em estado de latência. Entretanto, o tratamento reduz a quantidade de vírus circulante no sangue, diminuindo a chamada carga viral.  

Quando a carga viral se torna indetectável, significa que a quantidade de vírus no organismo está tão baixa que os exames não conseguem detectá-la. Além disso, pessoas em tratamento adequado e com carga viral indetectável não transmitem o HIV por via sexual, conceito conhecido como “indetectável = intransmissível (I=I)”. 

O uso correto dos medicamentos permite a recuperação e a manutenção dos níveis de linfócitos T CD4+, células fundamentais para a defesa imunológica. Dessa forma, evita-se a progressão da infecção para a AIDS. 

Embora ainda não exista cura definitiva para a infecção pelo HIV, os avanços científicos transformaram a infecção em uma condição crônica controlável. Com acompanhamento médico adequado, pessoas vivendo com HIV podem ter qualidade e expectativa de vida semelhantes às de pessoas que não possuem a infecção. 

Uma microfotografia de um linfócito CD4 infectado pelo vírus HIV. 

(Imagem de National Institutes of Health (NIH)) 

  • PREVENÇÃO 

A prevenção do HIV envolve um conjunto de estratégias, conhecido como prevenção combinada, que reúne diferentes métodos capazes de reduzir o risco de transmissão. O uso correto de preservativos internos e externos continua sendo uma das principais formas de prevenção, pois impede o contato com fluidos corporais que podem conter o vírus. 

Outra estratégia fundamental é a testagem regular, pois muitas pessoas infectadas desconhecem sua condição devido à ausência de sintomas. O diagnóstico precoce permite iniciar rapidamente a terapia antirretroviral, reduzindo os danos ao sistema imunológico e diminuindo a possibilidade de transmissão para outras pessoas. 

Além disso, existem medidas específicas chamadas profilaxias, que utilizam medicamentos antirretrovirais para prevenir a infecção em situações de risco: 

  • PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): uso preventivo de medicamentos por pessoas que não possuem HIV, mas apresentam maior possibilidade de exposição ao vírus. A medicação mantém o organismo preparado para impedir a infecção caso ocorra contato com o HIV. 
  • PEP (Profilaxia Pós-Exposição): consiste no uso de medicamentos antirretrovirais após uma possível exposição ao vírus, como em situações de acidente ocupacional com material biológico ou outras situações de risco. Para ser mais eficaz, deve ser iniciada o mais rapidamente possível após a exposição. 

Também fazem parte da prevenção o acompanhamento médico, o tratamento adequado das pessoas diagnosticadas e o controle da carga viral. Dessa forma, além de proteger a saúde individual, essas medidas contribuem para reduzir a circulação do vírus na população. 

Imagem da medicação utilizada no PrEP (Profilaxia Pré-Exposição). 

(Imagem de Secretaria de Estado da Saúde – Alagoas) 

SÍFILIS 

A sífilis é uma infecção bacteriana causada pela Treponema pallidum, e apresenta diferentes fases de evolução.  

Na sífilis primária (fase inicial), surge uma lesão geralmente única e indolor chamada “cancro duro” no local de entrada da bactéria. Essa ferida pode desaparecer espontaneamente, levando muitas pessoas a acreditar que houve cura, embora a bactéria permaneça no organismo. 

Na sífilis secundária, podem surgir manchas na pele, febre e aumento dos gânglios linfáticos (estruturas de defesa distribuídas pelo corpo). Caso não seja tratada, pode evoluir para a fase terciária, comprometendo órgãos fundamentais como coração e sistema nervoso. 

Imagem de um das manchas na pele causadas pela sífilis em sua fase secundária. 

(Imagem de Seconci-SP) 

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

O diagnóstico pode ser realizado por exames laboratoriais e o tratamento é feito principalmente com penicilina, um antibiótico altamente eficaz contra a bactéria.  

A prevenção inclui o uso de preservativos, realização do pré-natal durante a gestação e testagem regular, especialmente para grupos com maior risco de exposição. 

A sífilis é um tema frequente em vestibulares devido à sua relação com saúde pública e transmissão vertical, já que a identificação e o tratamento durante a gestação podem evitar complicações para o bebê. 

GONORRÉIA 

A gonorreia é uma infecção causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. A transmissão ocorre principalmente pelo contato sexual sem proteção com secreções infectadas, podendo atingir órgãos genitais, reto e garganta. 

Os sintomas mais comuns incluem ardência ou dor ao urinar, aumento de secreções genitais e dor pélvica. Entretanto, muitas pessoas podem permanecer sem sintomas, principalmente mulheres, o que facilita a transmissão da bactéria. 

Quando não tratada, a gonorreia pode causar complicações. Em mulheres, pode provocar doença inflamatória pélvica, inflamação que pode atingir útero e trompas, aumentando o risco de infertilidade e gravidez ectópica. Em homens, pode causar inflamações no epidídimo e outros órgãos do sistema reprodutor. 

Imagem microscópica de um exsudato (fluído biológico) uretral de um paciente com Neisseria gonorrhoeae

(Imagem de Norman Jacobs – Centers for Disease Control and Prevention’s Public Health Image Library

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

O tratamento é feito com antibióticos. Porém, é importante ressaltar que a gonorreia é um exemplo importante para o estudo da resistência bacteriana, pois o uso inadequado de antibióticos favoreceu o surgimento de cepas resistentes a diversos medicamentos. 

A prevenção, assim como a maioria das ISTs, envolve o uso de preservativos, diagnóstico precoce, tratamento dos parceiros sexuais e, nesse caso, evitar a automedicação. 

CLAMÍDIA 

Também causada por uma bactéria, a clamídia tem como agente infeccioso a Chlamydia trachomatis e é considerada uma das ISTs bacterianas mais frequentes no mundo. Sua transmissão ocorre principalmente por relações sexuais sem proteção. 

Um dos principais desafios da clamídia é que muitas pessoas não apresentam sintomas. Quando aparecem, podem incluir corrimento genital, dor ao urinar, dor durante relações sexuais e dor abdominal. 

Quando não tratada, pode causar complicações importantes e semelhantes às causadas pela gonorréia. Nas mulheres pode provocar doença inflamatória pélvica e danos às trompas uterinas, podendo levar à infertilidade. Nos homens, pode causar inflamações no epidídimo e outros órgãos do sistema reprodutor. 

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

O tratamento é realizado com antibióticos e deve incluir a avaliação e, quando necessário, o tratamento dos parceiros para evitar reinfecções. 

A prevenção ocorre principalmente pelo uso de preservativos e pela realização de testes, especialmente porque a ausência de sintomas não significa ausência da infecção. 

Tipos mais comuns de preservativos para pênis e para vulva, tanto externos quanto internos.  

(Imagem elaborada pela autora, com auxílio do ChatGPT (OpenAI)) 

HPV 

O HPV (Papilomavírus Humano) é uma IST causada por um vírus que infecta células da pele e das mucosas. Existem centenas de tipos de HPV, sendo que alguns provocam apenas verrugas genitais, enquanto outros estão associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer. 

A transmissão ocorre principalmente pelo contato sexual, inclusive pelo contato pele com pele da região genital, podendo ocorrer mesmo sem penetração. Por isso, o uso de preservativos reduz o risco, mas não elimina completamente a possibilidade de transmissão. 

A maioria das infecções pelo HPV é eliminada naturalmente pelo sistema imunológico. Entretanto, alguns tipos virais podem permanecer no organismo e causar alterações celulares ao longo dos anos. Os tipos de HPV considerados de alto risco oncogênico, especialmente HPV 16 e HPV 18, estão relacionados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, além de outros cânceres. 

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

O tratamento depende das manifestações causadas pelo vírus. As verrugas podem ser removidas por procedimentos médicos, mas não existe um medicamento capaz de eliminar diretamente o vírus do organismo. 

A prevenção é realizada principalmente pela vacinação contra o HPV, uma das estratégias mais importantes de saúde pública, além do uso de preservativos e da realização de exames de rastreamento, como o exame preventivo do colo do útero, também conhecido como Papanicolau. 

Imagem da vacina contra o Papilomavírus humano (para os tipos mais relevantes clinicamente). 

(Imagem de Agência de Notícias do Governo de São Paulo) 

HERPES GENITAL 

O herpes genital é causado principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2 (HSV-2), embora o tipo 1 (HSV-1), associado tradicionalmente ao herpes oral, também possa causar infecções genitais. 

A transmissão ocorre pelo contato direto com lesões ou secreções de uma pessoa infectada. Uma característica importante da herpes genital é que o vírus pode ser transmitido mesmo quando não existem feridas visíveis. 

Os principais sintomas são pequenas lesões ou bolhas dolorosas na região genital, acompanhadas de coceira, ardência e desconforto. Após a infecção inicial, o vírus permanece no organismo em estado de latência, podendo voltar a se manifestar em períodos de queda da imunidade ou outros fatores desencadeantes. 

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

Não existe cura definitiva para o herpes genital, pois o vírus permanece no organismo. Entretanto, medicamentos antivirais podem reduzir a duração e a intensidade das crises. 

Na prevenção não há nada de novo: uso de preservativos! Embora eles não eliminem completamente o risco, pois áreas da pele não cobertas podem transmitir o vírus. Além disso, o acompanhamento médico também é importante para controlar os sintomas. 

TRICOMONÍASE 

A tricomoníase é uma IST causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. Sua transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais sem proteção. 

Nas mulheres, pode causar corrimento vaginal com alteração de cor e odor, coceira, irritação e dor ao urinar ou durante relações sexuais. Nos homens, frequentemente não apresenta sintomas, mas pode causar irritação na uretra. 

Imagem microscópica de alguns protozoários causadores da tricomoníase. 

(Imagem de Sierra College Department of Biological Sciences) 

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários, principalmente o metronidazol. É importante que os parceiros também sejam tratados para evitar que ocorra uma nova infecção após o tratamento. A prevenção envolve o uso de preservativos, diagnóstico e tratamento dos parceiros sexuais. 

HEPATITE B 

A hepatite B é uma infecção causada pelo vírus da hepatite B (HBV), que atinge principalmente o fígado. A transmissão pode ocorrer por relações sexuais sem proteção, contato com sangue contaminado e transmissão vertical. 

Muitas pessoas não apresentam sintomas, mas a infecção pode causar cansaço, mal-estar, náuseas, pele e olhos amarelados (icterícia) e alterações no funcionamento do fígado. Em alguns casos, a hepatite B pode se tornar crônica e aumentar o risco de cirrose e câncer de fígado. 

Imagem demonstrando um dos sintomas da hepatite B: icterícia. 

(Imagem de Sanar) 

  • TRATAMENTO E PREVENÇÃO 

O tratamento depende da fase da infecção e do acompanhamento médico. A prevenção é realizada principalmente pela vacinação contra hepatite B, além do uso de preservativos e cuidados para evitar contato com sangue contaminado.  

DIAGNÓSTICO, PREVENÇÃO E SAÚDE COLETIVA 

A prevenção das ISTs envolve diferentes estratégias. O uso correto de preservativos internos e externos é uma das principais formas de reduzir a transmissão. Além disso, a vacinação contra HPV e hepatite B, a realização de testes e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão. 

Um conceito importante para o vestibular é que a prevenção das ISTs não depende apenas de escolhas individuais, mas também de políticas públicas, acesso aos serviços de saúde e educação sexual. O diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos mais rapidamente, reduzindo complicações e melhorando a qualidade de vida. 

Dessa forma, estudar e compreender as ISTs envolve relacionar conhecimentos de diferentes áreas, tais como a microbiologia, imunologia, genética, evolução e saúde pública. Essas infecções demonstram como os microrganismos interagem com o corpo humano e como medidas preventivas baseadas em ciência são essenciais para a proteção individual e coletiva. 

Para finalizar essa aula, que tal assistir ao vídeo da professora Cláudia Aguiar sobre ISTs? Aproveite para dar aquela revisada e mandar bem nas provas! 

Entenda o que são IST’s – Aula introdutória | Biologia Enem | Cláudia Aguiar 

EXERCÍCIOS 

1) (UEG GO/2018)  

GERMANO, F. A nova cara da sífilis. Disponível em: 
<https://super.abril.com.br/saude/a-nova-cara-da-sifilis/>. 
Acesso em: 22 fev. 2018. (Adaptado). 

O esquema acima transcreve o texto de uma matéria jornalística sobre a sífilis no Brasil. Sobre o conteúdo apresentado, tem-se o seguinte: 

  1. Trata-se de uma IST tratável de transmissão inclusive vertical ou congênita. 
  1. Um possível surto ou epidemia se deve ao surgimento recente da doença. 
  1. A eliminação do agente etiológico se dá pelo desaparecimento da ferida. 
  1. A doença é de difícil tratamento por resistência bacteriana à penicilina. 
  1. Pés e mãos são preservados dos machucados observados da sífilis. 

2) (Fac. Santo Agostinho BA/2020)  

[…] Quase quatro em cada dez brasileiros de 18 a 29 anos ouvidos na pesquisa “Juventude, Comportamento e IST/AIDS”, que entrevistou 1 208 pessoas nessa faixa etária em 2012, admitiram não usar preservativo em sua última relação. É mais uma evidência que corrobora uma triste constatação: nesse grupo, o fator de risco para doenças que mais cresceu nas últimas duas décadas foi o sexo inseguro. […] 

Disponível em: <encurtador.com.br/opFNO>. 
Acesso em: 10 set. 2019. (Fragmento) 

Além da doença explicitada, estão no grupo das IST’s virais a que os jovens estão suscetíveis o(a): 

  1. Donovanose e a gonorreia. 
  1. Cancro mole e a tricomoníase. 
  1. Condiloma acuminado e o herpes. 
  1. Linfogranuloma venéreo e a sífilis. 
  1. Doença inflamatória pélvica e a clamídia. 

3) (UnirG TO/2021)  

INCIDÊNCIA DE CASOS DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NO SUL DO ESTADO DO TOCANTINS, DURANTE OS ANOS DE 2013 A 2017 

Tatianne Oliveira de Sousa – CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIRG 

Resumo 

Introdução: As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) ainda atingem grande parte da população, e algumas dessas IST são de notificação compulsória. Objetivo: O intuito desse estudo foi avaliar a incidência de casos de IST em indivíduos de Gurupi – TO entre os anos de 2013 a 2017. Material e métodos: A coleta de dados foi realizada no banco de dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde do Município de Gurupi – TO. Resultados: Na avaliação da série histórica, verificou-se que entre os anos de 2013 a 2017, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Gurupi – TO, foram notificados 11 casos de sífilis congênita (p=0,8660); 148 casos de HIV/Aids (p=0,0034); 131 casos de Condiloma (p<0,0001); 96 casos de Hepatites Virais (p<0,0001) e 50 casos de Síndrome do Corrimento Uretral no Homem (p=0,8442). Conclusão: Com essa pesquisa concluiu-se que as IST mais notificadas e com um aumento gradativo durante os anos pesquisados foram os casos de HIV/Aids, seguido por Condiloma e Hepatites Virais. Durante o período analisado não houve aumento significativo no número de notificações de Sífilis Congênita e Corrimento Uretral no Homem.” 

Disponível em 
http://ojs.unirg.edu.br/index.php/1/issue/view/75. 
Revista v. 12 n. 1 (2020): REVISTA CEREUS. 
04/04/2020. Acesso em 16/06/2021. 

Em relação às Infecções Sexualmente Transmissíveis, o agente etiológico da SÍFILIS é a (o): 

  1. Hemophilus ducreyi. 
  1. Treponema pallidum. 
  1. Phthirius pubis. 
  1. Trichomonas vaginalis. 

GABARITO 

  1. C (Resolução: O condiloma acuminado, também conhecido com HPV, é uma infecção sexualmente transmissível causada por vírus, assim como o herpes.) 

ASSINATURA

Eneli Gomes de Lima é licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (2024) e atua na produção de materiais didáticos para o Curso Enem Gratuito desde 2021, desenvolvendo conteúdos acessíveis e contextualizados para estudantes de diferentes níveis de ensino. 

REFERÊNCIAS

ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H.; PILLAI, Shiv. Imunologia Celular e Molecular. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2023. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 17 jun. 2026. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 

BRASIL. Ministério da Saúde. Sífilis. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 17 jun. 2026. 

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Sexually transmitted infections (STIs). Geneva: World Health Organization, 2023. 

NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana. 13. ed. São Paulo: Atheneu, 2016. 

TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 

Autor(a) Eneli Gomes de Lima

Sobre o(a) autor(a):

Eneli Gomes de Lima - Eneli Gomes de Lima é graduanda na Universidade Federal de Santa Catarina desde 2018. Atualmente faz parte do laboratório de Biologia de Formigas e também do Programa de Educação Tutorial (PET) - Biologia, no qual atua na extensão Miolhe sobre gênero e sexualidade.

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