Arte Egípcia

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É muito provável que, assim como eu, você já tenha se surpreendido e ficado surpreso (a) com alguma característica, costume ou modo de viver e agir de uma das mais curiosas civilizações do mundo, a egípcia.

Suas representações artísticas muito peculiares chamam a atenção e nos deixam sempre com vontade de saber mais, não é mesmo? Nesta aula vamos falar sobre a Arte Egípcia, a forma como esse grandioso império se expressava.

Localizado no extremo nordeste da África, o império egípcio foi palco de importantes manifestações artísticas, bem como o abrigo de uma das maiores civilizações da humanidade.

Ao longo de 18 dinastias (entre os anos de 2649 a.C. e 1070 a.C), houve uma notável produção de pinturas, esculturas, jóias, arquitetura, produtos têxteis, arquitetura e paisagismo.

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Escultura egípcia exposta no Museu Britânico, em Londres

Os artistas tinham como temáticas principais a política, a sociedade e principalmente a espiritualidade. Assim, suas obras sempre passavam algum tipo de mensagem sob esses aspectos.

Durante o Reino Antigo, compreendido por 2649 a 2134 a.C, arte e arquitetura abriram caminhos de vanguarda que viriam a influenciar os reinos subsequentes. Foi nesse período que um importante arquiteto criou uma pirâmide em degraus em Saqqara (próxima à capital Mênfis). Nessa mesma região recentemente foi descoberta uma escultura do rei, em tamanho real, produzida em pedra calcária. Acredita-se que seja a mais antiga escultura em tamanho natural.

As pirâmides como eram construídas abriram espaço somente anos depois para a criação de pirâmides particulares, já na quarta dinastia. Elas deixaram de ter degraus e tomaram a forma de paredes planas em pedra.

Se, inicialmente, eram apenas os reis os que tinham direito a pirâmides, pouco a pouco a nobreza foi adotando esse hábito. Os ornamentos, desenhos e escritas que essas estruturas ganhavam tinham o intuito de orientar a pessoa após a sua morte. O Livro dos Mortos passou a ser usado na quarta e quinta dinastias e as pirâmides levavam trechos inscritos nas paredes dos túmulos.

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Sarcófago egípcio exposto no Museu do Louvre, em Paris

Acreditavam que a preservação do corpo, através da mumificação, não era suficiente. Queriam mais que isso: para tanto, mandavam talhar a cabeça dos monarcas em granito e a colocavam junto na tumba, com o intuito de ajudar sua alma a manter-se viva em imagem.

Quanto às esculturas, que até hoje são muito conhecidas, representam especialmente faraós e deuses. Dentre as mais relevantes, está a escultura abaixo, feita em pedra calcária:

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https://i.imgur.com/3eL3YXN.jpg

Dotada de um senso realístico, acredita-se de que se trata do príncipe Setka. A mão direita parece segurar alguma espécie de instrumento para escrita. A postura ereta, bem como o olhar educado, denota a posição social elevada do príncipe.

As esfinges também são muito conhecidas e valorizadas. Eram construídas em frente aos templos a fim de afastar os maus espíritos. Dentre suas principais características, estão a forma estática e sem expressão facial e a posição sempre em pé ou deitada.

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Esfinge egípcia exposta no Museu do Louvre, em Paris

Tratando-se das pinturas egípcias, bem como nas outras facetas artísticas, embora haja a intenção de expressar o real, isso ainda não é totalmente possível. Eles adotavam um esquema e o seguiam à risca: numa composição, tudo deveria ser representado em seu ângulo mais característico: a cabeça, por exemplo, era vista mais facilmente de perfil.

Portanto, eram assim representadas. Porém, quando pensamos nos olhos, os vemos com maior facilidade de frente. Dessa forma, os olhos eram desenhados de frente numa cabeça desenhada de lado. Já a parte superior do corpo, os ombros e o peito, são mais visíveis de frente, já que possibilitam ainda que vejamos como os braços estão ligados ao corpo.

Braços e pernas em movimento aparecem com mais evidência de perfil. Todo esse conjunto largamente utilizado pelos egípcios nos traz a sensação de imagens achatadas e distorcidas. À esse esquema de representação, dá-se o nome de Lei da Frontalidade.

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Afresco da câmara mortuária de Tutancâmon (fonte: http://historia-do-brasil-e-do-mundo.hi7.co/a-arte-egipcia-55b681823fce5.html)

É importante salientar que a esquemática usada na criação egípcia é baseada não no que o artista estava vendo num dado momento, e sim no que ele sabia que existia na pessoa/objeto representado. Esse sistema é muito usado ainda hoje por crianças.

O Reino Novo (que compreende entre a 18º e a 20º dinastias) foi um período em que houve grande estabilidade e crescimento político e econômico. Foi durante o Reino Novo que o rei Tutancâmon governou até sua morte (aos 19 anos). O túmulo de Tutancâmon está totalmente preservado e intacto desde que foi descoberto em 1922.

Em termos de estilo entre as épocas, a arte do Reino Novo foi a mais extravagante, sofisticada e ambiciosa. As relíquias e patrimônios que a humanidade contempla ainda hoje são a prova de uma civilização que viveu há mais de três milênios e que valorizava a arte, entregando-lhe um papel de suma importância na prosperidade cultural e espiritual de seu povo.

Para finalizar sua revisão sobre a Arte Egípcia, veja o vídeo a seguir, do canal Vomitando Arte. Ele conta um pouco sobre como a civilização Egípcia se formou perto do Rio Nilo, seu estilo de vida e crenças:

Exercícios:

1. (UFSC – adaptado) Sobre o Antigo Egito, é correto afirmar que:

a) o rio Ganges foi de suma importância em vários aspectos da vida dos antigos egípcios.
b) a construção de pirâmides atendia às necessidades da vida após a morte dos faraós. Esse tipo de construção foi característica da arquitetura funerária durante todo o período do Antigo Egito e só foi possível graças à enorme mão de obra escrava existente desde o Antigo Reino.
c) Os egípcios antigos acreditavam em vários deuses que se relacionavam entre si e formavam seu sistema mitológico.
d) A despeito da influência islâmica, o Egito atual mantém as mesmas crenças religiosas do Antigo Egito.
e) N.D.A.

2. “Essa lei determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil”.

Assinale a alternativa CORRETA que contém o nome dessa lei:

a) Lei da modernidade
b) Lei da frontalidade
c) Lei da mortalidade
d) Lei da lateralidade
e) Lei da superioridade

3. (UFMS) Sobre a arte egípcia, é incorreto afirmar:

a) As grandes manifestações da arquitetura egípcia foram os magníficos templos religiosos, as pirâmides, os hipogeus e as mastabas.
b) Na pintura, as figuras eram representadas com os olhos e os ombros em perfil, embora com o restante do corpo de frente.
c) A escultura egípcia obedecia a uma orientação predominantemente religiosa. Eram numerosas as estátuas esculpidas com a finalidade de ficar dentro de túmulos. A escultura egípcia atingiu seu desenvolvimento máximo com os sarcófagos, esculpidos em pedra ou madeira.
d) A cultura egípcia foi profundamente marcada pela religião e pela supremacia política do faraó. Esses dois elementos exerceram grande influência nas artes (arquitetura, escultura, pintura, literatura) e na atividade científica.
e) A gradação, a mistura de tonalidades e o claro-escuro não eram utilizados.

GABARITO:

1-C

2-B

3-B