Como se proteger na Internet

Você deve ter algum amigo, familiar ou conhecido que já caiu em algum golpe na Internet ou teve algum problema de exposição de informações privadas. Pode parecer que quem é vítima desse tipo de problema é ingênuo ou inexperiente para conseguir se proteger na Internet. Mas, será que passando tanto tempo em frente às telas, não estamos ficando cada vez mais vulneráveis a riscos no mundo digital?

No módulo 3 do Curso Conectados e Ligados você vai entender o que é pegada digital e como deixamos rastros a cada clique que damos. Também vai aprender como se proteger na internet de perigos como phishing, sexting e grooming. Para você sair deste módulo se sentindo protegido contra todos esses riscos, assista ao vídeo, baixe o e-book e responda às perguntas do quiz no final da página!

Vídeo: como se proteger na internet

Seus dados não são compartilhados apenas quando você faz um post em redes sociais ou faz uma compra na internet. Neste vídeo, o Caio Machado, do Instituto Vero, vai ensinar o que são metadados e como estamos compartilhando muito mais informações do que percebemos. E, claro, como se proteger na internet para que seus dados não sejam utilizados de uma forma que você não deseja:

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E agora, já se sente mais preparado para proteger seus dados na internet? Além do vídeo, nossa equipe preparou um e-book e um quiz para que você saia desse módulo sem dúvidas de como se proteger na Internet!

Faça o download do e-book

Para saber ainda mais sobre o compartilhamento dados na internet e se proteger dos riscos desta prática, faça o download do e-book do Módulo 3! Se você não quiser ou não puder baixar o e-book, leia o texto a seguir e confira as recomendações de conteúdos complementares feitas pelo pessoal do Instituto Vero.

Baixe o E-book

Texto

Acessar a Internet já virou uma ação cotidiana na vida das pessoas. Acordamos conectados e vamos dormir conectados. Criamos uma nova esfera de vivência, dentro do ambiente virtual, onde é possível acessar diversos conteúdos públicos ao redor do mundo, bem como interagir com várias pessoas em tempo real. Nossas atividades, nossos hobbies, nossas vivências estão se transpondo para dentro dos dispositivos conectados à Internet. Contudo, é preciso reconhecer que, apesar das várias oportunidades que o ambiente virtual traz, há também vários riscos. Assim, é necessário compreender quais são esses riscos e como evitá-los para podermos criar um ambiente digital seguro e saudável.

Privacidade

A primeira concepção importante a ser estudada é acerca da privacidade. É um termo já amplamente utilizado e conhecido que significa, conforme o Dicionário da Língua Portuguesa e o Dicionário de Oxford, o direito de ter informações pessoais e de ter sua própria vida pessoal. Ele está intrinsecamente associado com a liberdade do indivíduo de ter informações pessoais e o controle acerca de quem pode ter acesso a elas. Ou seja, cada pessoa pode escolher o que quer ou não compartilhar com o mundo, tanto físico quanto virtual. 

Privacidade - como se proteger na internet

Há pessoas, inclusive, que preferem não disponibilizar qualquer tipo de informação pessoal, como nome, foto, vídeos, cidade, entre outros. Isso também é um direito fundamental, chamado de anonimato, e é bastante comum, como é o caso dos pseudônimos, usuais em obras literárias.

Pegada digital

Todas essas informações que as pessoas compartilham ou deixam de compartilhar são associadas com o termo “pegada digital” (do inglês, digital footprint), que são todos os dados que constam na internet sobre um indivíduo. Por exemplo, a partir do momento em que se cria um perfil em uma rede social, você deixa o seu rastro, a sua pegada naquele local, confirmando que aquilo pertence a você. Todo esse rastro, por sua vez, não é somente aquilo que você compartilha, mas também o que terceiros postam sobre você. Assim, ao aparecer em um vídeo de uma terceira pessoa, você está, indiretamente e passivamente, também deixando o seu rastro. 

Pegada digital - como se proteger na internet

Podem-se adicionar os metadados e todos os registros de atividade online, pois estes determinam informações sobre seus interesses, seus acessos, suas atividades diárias online, entre outros. Além disso, esses dados são coletados através da própria permissão do usuário, através dos termos de serviço que todos confirmam antes de ter acesso a diversas plataformas.

O objetivo da coleta de dados pelas plataformas é o de aperfeiçoar a navegação do usuário, direcionando publicidades e anúncios que estão associados com seus gostos e preferências. Essa é a forma que as plataformas geram lucros, uma vez que empresas pagam para poderem anunciar. Uma forma bastante simples de observar isso é algo que muitas pessoas já comentam. Quando você acessa um site de vendas, procurando algum objeto específico em particular, como um abajur novo para o quarto, e, em seguida, entra no Facebook, você percebe que aquele abajur (ou algum semelhante) começa a aparecer em todas as propagandas da plataforma por um tempo considerável. Ou seja, seu acesso àquela página do abajur, demonstrando seu interesse, foi compartilhado com a plataforma do Facebook que, então, começou a te enviar anúncios referentes a isso.

Em relação à segurança digital, ajustar a privacidade e apagar contas antigas pode ser uma forma de garantir uma maior privacidade. Com a implementação de leis como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as plataformas começaram a adotar uma postura que facilita com que as pessoas optem por configurações que garantem mais privacidade para os seus dados. Portanto, é possível acessar as configurações de privacidade de sites como Facebook, YouTube, Google, entre outros, para escolher a mais apropriada.

Phishing, sexting e grooming

Outra questão importante é referente aos perigos em rede. Entre os mais “populares” há o phishing, o sexting e o grooming. Phishing é a conduta de enganar pessoas, fazendo-as compartilhar informações confidenciais, como senha, número de cartão de crédito, número de celular, entre outros. Ele é um dos golpes mais comuns da Internet e um exemplo disso são os e-mails, que induzem as pessoas a erro, fingindo ser uma determinada empresa e que precisa confirmar seus dados pessoais ou senhas do cartão de crédito.

Para se proteger do phishing é recomendável que se evite clicar em links desconhecidos ou que venham de contatos desconhecidos. Além disso, evitar arquivos baixados automaticamente ou downloads desnecessários, uma vez que podem conter malware – softwares maliciosos. As próprias plataformas, muitas vezes, indicam quando determinado site não é confiável, aparecendo mensagens informando. Por isso, deve-se sempre verificar se, ao lado do link da página, há o símbolo de um cadeado fechado ou se possui HTTPS (o “S” significa que o site é seguro). Evitar wifis públicas e criar senhas fortes – com verificação de duas etapas – também são cuidados importantes.

Phishing, sexting e grooming - como se proteger na internet

Quanto ao sexting, seria a prática de enviar conteúdos eróticos por aplicativos ou redes sociais, em forma de vídeo ou foto – o famoso, “manda nudes”. O grande problema quanto a essa prática envolve a identificação da pessoa que está mandando tais imagens e/ou vídeos. Deve-se sempre tomar cuidado quanto às informações que se coloca online, por isso, a partir do momento em que se envia uma foto que mostre alguma característica particular da pessoa, ela pode ser facilmente identificada em caso de vazamento. Por exemplo, possuir uma tatuagem em uma parte do corpo, ou mostrar o seu rosto ou alguma marca de nascença. 

O sexting pode trazer problemas como: prejuízos à imagem, perda da intimidade, perda da privacidade, chantagens, extorsões, assédio e crimes sexuais. Para tentar evitar isso, é importante evitar a exposição excessiva ou de traços particulares, bem como ter senhas fortes bloqueando o acesso a seus dispositivos e ter cuidado para quem envia essas fotos.

Por fim, há o grooming, que seriam condutas de adultos que objetivam ganhar a confiança de crianças na internet para persuadi-las a enviar conteúdos íntimos, como fotos e vídeos. Aproveitando-se da inocência e inexperiência das crianças, esses adultos fingem que são também crianças e tentam ganhar a confiança e amizade delas. Essa manipulação é bastante comum em redes sociais e plataformas que permitem alguma comunicação, como, por exemplo, em jogos online.

Assim, os conteúdos que podem prejudicar e que devem ser comunicados são: conteúdos sexuais, de violência, que exponham dados pessoais, de perfis falsos, que perpetuem informações manipuladas ou que parecem não ser verdadeiras, da Deep Web – sites não registrados – e discriminatórios.

Em todos esses casos, o importante é pedir ajuda de pessoas de confiança, além de denunciar os casos para as autoridades competentes. Qualquer pessoa pode ser vítima dessas pessoas, por isso, é importante entender cada uma dessas situações para saber como agir no caso de acontecer com você.

Quer se aprofundar?

Se você curtiu o conteúdo desse módulo, aqui estão algumas sugestões para entender melhor como se proteger na Internet e outros conceitos tratados no Módulo 3 do Curso Conectados e Ligados. Dá uma olhada:

E aí, curtiu? Então clique aqui para fazer o download do e-book e guardar esse material nos seus arquivos! Depois, não se esqueça de responder o quiz sobre o Módulo 3 do Conectados e Ligados.

Responda ao quiz

Por fim, responda às questões abaixo e verifique se você realmente entendeu tudo sobre como se proteger na internet!

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Sobre o(a) autor(a):

Somos pesquisadores e influenciadores digitais comprometidos com a proteção da democracia, a promoção do discurso online e a construção de soluções para o combate à desinformação. Juntos, formamos um instituto de nativos da internet que tem o objetivo de estabelecer um ambiente digital saudável para o desenvolvimento individual e coletivo.

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