Período democrático brasileiro: 1945 a 1964. História no Enem

Veja o que você sabe sobre o período democrático brasileiro que foi de 1945 até 1964. São 10 questões de História pra você responder e treinar pro Enem!

O Período Democrático Brasileiro tem início com o fim da Era Vargas, e vai até o golpe militar de 1964. O Brasil teve uma longa Era Vargas, que foi de 1930 até 1945, com Getúlio Vargas ocupando a Presidência da República.

Getúlio chegou em 1930 liderando uma revolução de civis e militares que derrubaram as oligarquias da República Velha, e que estava dominada pela política do café com leite, alternando presidentes de São Paulo e Minas Gerais.

Getúlio Vargas foi candidato nas eleições de 1929, e chegou em segundo lugar. Mas, as denúncias de fraude ganharam volume, e o episódio do assassinato de João Pessoa, que tinha sido candidato a vice na chapa de Getúlio funcionou como um estopim para a revolta virar uma revolução que levou Vargas ao poder.

A Era Vargas

Getúlio promoveu mudancas profundas no projeto de industrialização do país, organizou as leis trabalhistas, valorizou a política do salário mínimo e foi incensado à lider popular carismático. Mas, em 1937 deu início à uma forma autoritária de governo, ditatorial, numa fase conhecida como Estado Novo.

Porém, em 1945 chegou a vez de Getúlio ser obrigado a sair do poder. Os militares que voltaram fortalecidos dos combates e da vitória na Segunda Guerra Mundial exigiram o final do poder ditatorial de Vargas.  Começava ali um ciclo de governos democráticos, e que durou até o golpe militar de março de 1964.

O Período Democrático Brasileiro

As eleições foram convocadas, e o general Eurico Gaspar Dutra foi vitorioso. Foi o primeiro presidente do Período Democrático Brasileiro. Eurico Gaspar Dutra ganhou a primeira corrida presidencial após o Estado Novo brasileiro pelo PSD. Mas, sua agenda política parecia estar mais próxima da UDN.

Dutra fez questão de demonstrar seu alinhamento político com o bloco capitalista no cenário mundial. Exemplos disso foram a ruptura de laços diplomáticos com a URSS (o que não ocorreu nem mesmo durante a ditadura de segurança nacional) e a proibição da atuação do PCB.

O Governo Dutra

Dutra tinha um plano desenvolvimentista para o Brasil, isto é, para dar continuidade à industrialização do país. Sua ideia era obter empréstimos internacionais com o governo estadunidense para desenvolver a economia brasileira. Veja no resumo com o professor Felipe Oliveria, do canal do Curso Enem Gratuito, como foi o Governo Dutra:

Contudo, seu plano não deu certo, pois os EUA estavam muito mais preocupados em conter um possível avanço comunista na Europa ocidental por meio do Plano Marshall do que atender o já aliado governo brasileiro.

O capital estrangeiro entra, mas o desenvolvimento não vem. Nessa época, o Brasil viveu uma alta inflação com a inundação de produtos importados.

Com tal desilusão, Dutra promove a criação do plano SALTE, que previa investimentos em áreas estratégicas: Saúde, Alimentos, Transporte e Energia. Porém, com os recursos governamentais em escassez o plano não conseguiu ser plenamente aplicado. Na eleição seguinte, em 1950, um grande retorno: Getúlio Vargas elege-se presidente.

A volta de Getúlio Vargas

Getúlio Vargas voltou ao poder novamente, desta vez pelo voto popular em 1950. Tomou posse em janeiro de 1951 e governou até 24 de agosto de 1954, quando perdeu apoio político rapidamente numa crise deflagrada pelo assassinato de um militar da Aeronáutica, o Major Vaz. Se a Era Vargas nasceu em 1930, o declínio vertiginoso acontece neste Atentado da rua Toneleiros.

Veja no resumo do professor Felipe Oliveira como foi essa história do governo de Getúlio Vargas, de 1951 até o suicídio em agosto de 1954.

Após a morte de Getúlio Vargas o país entrou em comoção. Assumiu o vice, Café Filho, que governou até a posse do novo presidente eleito, Juscelino Kubitshek, que comandou o país de  1956 até o início de 1961, quando entregou a faixa presidencial a Jânio Quadros.

O Governo de Jânio Quadros teve um início político conturbado, o que levou o presidente a um isolamento e à renúncia. A posse do vice, o trabalhista joão Goulart, foi contestada pelos setores conservadores do Congresso Nacional e das forças Armadas,

O Congresso Nacional criou uma solução parlamenarista emergencial. João Goulart assumiu como presidente, e Tancredo Neves ocupou a função de primeiro ministro. Porém, realizou-se um plebiscito no país para definir a forma de governo, e o presidencialismo foi restaurado.

Os conflitos entre João Goulart e os setores conservadores foram se radicalizando, o que levou ao Golpe Militar de março de 1964, encerrando a fase Democrática de 1945 até 1964.

Situlado sobre o Período Democrático Brasileiro

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