Realismo

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Para entender a arte do Realismo, é importante contextualizar o seu nascimento. No início do século XIX, no contexto artístico europeu, valorizava-se a representação de cenas idealizadas, oriunda da estética do Romantismo. O movimento defendia a importância do sentimento sobre a razão: nesse período, a subjetividade ganhou a simpatia dos artistas.

Em 1848, quando eclodiu a Revolução na França, o país enfrentou diversas mudanças políticas; o crescimento populacional desenfreado e a industrialização acelerada contribuíram para o enaltecimento das divisões entre classes sociais e para o contraste mais visível da pobreza X riqueza.

Ainda nessa revolução, houve uma mudança que alteraria a estrutura social do país: o governo concedeu o direito ao voto aos menos favorecidos.

Assim, diante da conjuntura que o país enfrentava, o Realismo nasceu como uma ruptura ao Romantismo. Por quê? Porque aquela forma idealizada de fazer arte já não fazia mais sentido. Os artistas engajaram-se em um fazer artístico que falasse e retratasse todas as camadas sociais, bem como procuravam gerar reflexões acerca das desigualdades.

Realismo - COURBET
COURBET, Gustave. “O homem desesperado”, 1845

Dentre os temas mais abordados, estavam as paisagens e os retratos; as técnicas passeavam entre esculturas, desenhos e pinturas. As cores apresentavam palhetas sóbrias, havia grande preocupação com o acabamento e perfeccionismo. As expressões faciais não eram o foco do movimento.

Os mais conhecidos representantes dessa vertente são Gustave Courbet, Jean François Millet e Edouard Manet.

Principais autores do Realismo

Os mais conhecidos representantes dessa vertente são Gustave Courbet, Jean François Millet e Edouard Manet.

Courbet é considerado o líder do movimento Realista. A obra que veremos a seguir é emblemática na história da arte. Quer entender por quê? Acompanhe-nos!

realismo - O ateliê do artista
COURBET, Gustave. “O ateliê do artista”, 1854-1855. Fonte da imagem: https://i2.wp.com/virusdaarte.net/wp-content/uploads/2014/08/ateli.png

A obra, que abrange vários elementos e pessoas dentro do atelier do pintor, é considerada uma das maiores auto propaganda da história. Nela, estão diversas figuras bastante diversificadas. Entre elas, à esquerda, estão representadas pessoas de várias classes sociais, misturadas (padre, caçador, mendigo, comerciante). Já à direita, Courbet retratou seus amigos pessoais, como o poeta Charles Baudelaire. Ao centro encontra-se o autor da obra e ao lado dele uma musa nua, um animal e uma criança. O intuito dessa obra era satirizar a idealização da postura acadêmica (da perfeição).

A obra foi pintada com o intuito de participar da renomada Exposição Universal, em Paris (1855). Entretanto, quando negada, Courbet fez sua exposição própria: Pavilhão do Realismo.
Além de Courbet, estão Jean François Millet, que apreciava abordar temas inerentes ao relacionamento dos camponeses com a terra.

Edouard Manet também não pode deixar de ser mencionado: o artista buscou romper com o academicismo especialmente pelo que escolhia pintar, tais como mendigos. Devido aos temas polêmicos e ao estilo de suas pinceladas, foi considerado, contra sua vontade, uma grande influência para o Impressionismo, importante movimento que viria a seguir.

Curiosidade: Você sabia que a Torre Eiffel foi inaugurada em 1889 e é considerada um ícone da escultura realista? Entretanto, nesse caso, os artistas não buscavam retratar a realidade. O que acontecia é que, por diversas vezes, havia um cunho político por trás.

Separamos o vídeo a seguir do canal Aulalivre. A aula trata do Neoclassicismo, Romantismo e Realismo:

https://www.youtube.com/watch?v=UqEs3TOMBWE&t=18s

Sobre o(a) autor(a):

Renata Gambagorte é formada em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Estadual do Paraná com pós graduação em Cenografia pela Universidade Federal do Paraná. Atualmente atua na rede de ensino em Curitiba. Facebook: https://www.facebook.com/renatagmbgrt