O processo da Deriva Continental – Formação dos continentes

Veja o que foi a Deriva Continental, como e porque ela ocorreu nesta aula gratuita de Geografia para o Enem e vestibulares.

Você conhece a história da movimentação das massas continentais? E saberia dizer o que foi a Deriva Continental? Então vamos revisar o conteúdo para a prova do Enem.

formação atual depois da deriva continental
Figura 1: Formação atual dos continentes.

A deriva continental é conhecida como a teoria que traz à tona a ideia da movimentação das grandes massas continentais que antes se encontravam em uma formação diferente da atual. Toda esta modificação da localização dos continentes foi alterando-se com o passar das eras geológicas até chegarmos à formação atual das massas continentais.

A movimentação das massas continentais não é algo recente. Há milhares de anos, quando estas massas ainda encontravam-se em sua composição original, iniciou-se esta movimentação que percorreu as eras geológicas e ocorre até os dias de hoje. A teoria defende que, a milhares de anos atrás as massas continentais encontravam-se agrupadas como uma única massa, que possuía forma e localização diferentes.

Com a demarcação e o mapeamento de terras, surge a desconfiança de que talvez um dia, os continentes possam ter sido um só. Tal desconfiança surge a partir de teorias como a de Francis Bacon em 1620, a qual dizia que a forma da costa leste da América do Sul encaixava-se perfeitamente com a costa oeste do continente africano, remetendo a uma possível separação.

Com o aprofundamento da hipótese de separação dos continentes, posteriormente os estudos foram despertando cada vez mais a curiosidade dos cientistas e tornando-se cada vez mais aprofundados.

Desta forma, em 1912, Alfred Wegener cria a teoria da deriva continental. O nome deriva continental vem da comparação entre o fenômeno de separação dos continentes com o desvio do caminho de uma embarcação.

Evidências da Deriva Continental

Segundo a teoria de Wegener, as massas continentais encontravam-se reunidas em um único continente (Pangea). Com o início da movimentação, este único continente transformou-se em dois e posteriormente foram se fragmentando, afastando-se e até mesmo unindo-se em outros pontos, até chegarmos na formação atual.

as mudanças da deriva continental
Figura 2: Mudança da formação dos continentes ao longo das eras geológicas.

Mesmo com o avanço da teoria, ela ainda não era completamente aceita, tendo em vista que esta causava um embate com a perspectiva da igreja católica na época. Além disso, ainda não apresentava comprovações suficientes para ser tomada como uma verdade, apesar da semelhança de aspectos geográficos e biológicos entre continentes separados pelos oceanos.

Além do encaixe da América do Sul com o continente africano, entre as principais evidências da deriva continental, podemos destacar: a existência de fósseis e espécies de plantas em comum no continente africano e na América (evidência paleoclimática), a presença de espécies animais em comum nos dois continentes (evidência paleontológica) e a formação geológica semelhante (evidência litológica).

Apesar da análise realizada a partir da pesquisa empírica das evidências desta separação, outro fato que acarretou na não credibilidade total da teoria foi a falta de um motivo para a separação dos continentes, embora já haviam desconfianças de que o interior da Terra não era totalmente sólido.

Com o avanço das técnicas e o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas, ao passar dos anos os estudos foram tornando-se cada vez mais aprofundados. Deste modo, após o fim da Segunda Guerra Mundial (1945) foi possível comprovar a teoria de Wegener ao perceber que a superfície terrestre (crosta terrestre) é dividida em fragmentos, nomeados de placas tectônicas, que se encontram em constante movimentação.

É importante relembrar que a movimentação dos continentes continua acontecendo, porém a uma velocidade muito lenta. Esta movimentação gera um deslocamento de pouquíssimos centímetros em muitos anos, desta forma, acredita-se que somente daqui a milhões de anos, a configuração dos continentes seja realmente diferente da que conhecemos hoje.

Para fixar o conteúdo de Deriva Continental, veja nossa videoaula

Exercícios:

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Sobre o(a) autor(a):

Este texto foi elaborado pelo geógrafo e professor de Geografia Marcelo de Araújo para o Curso Enem Gratuito. Marcelo é formado em Geografia (licenciatura) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atualmente trabalha como autônomo. https://www.facebook.com/mdearaujo22