Egito Antigo – uma dádiva do Nilo em meio à vastidão do Saara

Conheça uma das maiores e prósperas sociedades da antiguidade clássica neste super post de História para o Enem! Depois de terminar a aula, resolva exercícios de vestibulares e do Enem para testar seus conhecimentos!

O Egito é ocupado quase em sua totalidade pelo deserto do Saara, o que levou a população a se fixar às margens do Rio Nilo há quase 8000 anos atrás. As chuvas tropicais nas margens do rio tornaram a região do Egito Antigo extremamente fértil para o plantio. Além disto, as margens contam com um terreno rico em Humus, uma espécie de adubo orgânico proveniente da decomposição de animais e plantas.

A população em volta aprendeu a manipular as águas do rio para tornar a produção agrícola mais eficiente, tudo isto através de diques, canais de irrigação e drenagem das margens. O desenvolvimento destas técnicas em uma região cercada por deserto foi a diferença entre prosperidade e miséria.

mapa do egito antigo

Com o aumento da produção de alimento as organizações no entorno do rio começaram a crescer e dar lugar a centros comerciais. Os povoados eram conhecidos como “nomos”, e seus líderes os “normarcas”. A maioria da população era de agricultores, chamados de Felás.

Considerando as circunstâncias geográficas bastante específicas, muitos egípcios atribuíam o fato de existir uma região tão abundante em meio ao deserto infrutífero aos desejos divinos.

Consequentemente os líderes nomarcas mais eficientes em garantir a produção passaram a assumir a imagem dos deuses protetores. Gradualmente o poder político e administrativo dos nomos foram se mesclando ao religioso.

A unificação dos reinos no Egito Antigo

Por volta do ano de 3500 a.C. os nomos se unificaram em dois grandes reinos: O Reino de Delta (baixo Egito), com a capital em Saís, e o Vale do Nilo (alto Egito), com a capital em Tebas.

Cerca de 300 anos depois o Rei Menés do Vale do Nilo conquistou a região de Delta, do baixo Egito. Pela primeira vez a região foi unificada na imagem de um único líder, agora um Faraó, uma mistura de Rei e sacerdote religioso. A capital deste novo reino era Mênfis.

Além de ser considerado sábio, o Faraó conduzia os rituais religiosos, recebia auxílio dos nomarcas e dos líderes militares. Os Faraós reinaram no Egito por mais de 3000 anos através de dinastias, família que revezava o governo.

Além de concentrar o poder administrativo, político e militar, o Faraó ia além, sendo considerado um descendente direto dos deuses, tendo também um aspecto divino.

A escrita egípcia também foi uma novidade no período de unificação. Os hieróglifos são símbolos que significavam palavras. Posteriormente passaram a representar os sons também (fonogramas). Ao mesmo tempo uma escrita cursiva foi desenvolvida que procurava ser mais ágil e mais simples, chamada de herática.

escrita hieratica egito antigo

 

Organização social e modo de vida no Egito Antigo

A sociedade egípcia era dividida em grupos sociais rígidos. Podemos separá-la em diversas camadas no formato de uma pirâmide. A organização do gráfico é equivalente à proporção da população, enquanto a nobreza ocupava um lugar de prestígio com um número menor de membros, os escravos e camponeses tinham menos privilégios e estavam em vantagem numérica.

pirâmide social do Egito Antigo

Apesar de poucas cidades terem resistido ao tempo, sabe-se que as moradias eram de junca ou madeira e contavam com pouca mobília. Tinham alguns cômodos e um altar na sala principal, os telhados eram planos para as pessoas se refrescarem durante a noite. Algumas casas e construções, como os templos, mais sofisticadas eram feitas de tijolos de barro.

Os deuses do Egito Antigo

Assim como várias sociedades, os egípcios tinham uma relação bem próxima com a religiosidade e esta característica marcou bastante a população às margens do Nilo. O deus mais importante era o deus do Sol, Rá, criador de todas as coisas e criador de tudo. Muitas vezes os Faraós assumiam a efígie destes deuses marcando seus reinados pelas características divinas destas entidades.

deus Rá egito antigo
 

Ainda no misticismo, os egípcios acreditavam que o ser humano seguiria eternamente após a morte, caso fosse considerado digno pelos deuses. Portanto a morte tornou-se um grande evento para os egípcios. Não atoa as grandes pirâmides eram tumbas, nas quais os corpos dos Faraós eram depositados.

Nas paredes eventos do reinado do governante eram entalhados para que servissem de informação aos deuses na hora da passagem para o pós-morte. Muitas vezes os familiares e servos dos faraós eram enterrados junto ao corpo do soberano para servi-lo após a passagem.

A arte e a ciência

A hierarquia e a religião eram elementos muitos presentes no Egito Antigo, assim as principais obras arquitetônicas eram ligadas a estas características, como as pirâmides. A arte também era direcionada aos deuses e Faraós. Existiam várias técnicas rígidas para representar tanto as entidades quanto os soberanos, artes sem perspectiva, rosto de perfil, corpo de frente entre outras.

A mumificação também impulsionou o conhecimento sobre anatomia humana, tendo viés religioso. A engenharia hidráulica (diques e represas) e o transporte por meio do Rio Nilo catalisaram e criação e desenvolvimento de diferentes tipos embarcações. Os egípcios possuíam, também, um vasto conhecimento em astronomia e matemática, possuindo um calendário anual com divisão de 365 dias e 6 horas.

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Exercícios para fixar:

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Sobre o(a) autor(a):

Guilherme Silva é formado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de História em escolas da Grande Florianópolis desde 2016.