A Era Vargas na Presidência da República: resumo e simulado

Confira no resumo os detalhes da Era Vargas na Presidência da República. Foi o maior líder popular do país. Mas, terminou em desgraça política e cometeu suicídio.

A Era Vargas na Presidência da República começa em 1930, quando Getúlio Vargas comanda uma rebelião nacional contra o resultado das eleições presidenciais, e assume o poder pela força de uma revolução militar com apoio político civil.

Getúlio foi candidato às eleições para presidente em 1929, mas terminou em segundo lugar. Com denúncias de fraude contra o resultado, e uma comoção nacional pelo assassinato de seu candidato a vice-presidente, João Pessoa, os protestos ganharam força e viraram a Revolução de 1930.A Era Vargas na Presidência da RepúblicaNa foto, Vargas e a sua comitiva com lideranças militares e civis da Revolução de 1930. A agenda mudancista de Vargas domina o ambiente político brasileiro. O governo de Getúlio tem uma grande guinada autoritária em 1937.

Ele passa a governar o país com amplos poderes em 1937, quando promove o autogolpe do Estado Novo, comandando Brasil praticamente como um ditador até 1945. Porém, no final da Segunda Guerra os militares brasileiros que atuaram ao lado das forças aliadas contra os nazistas voltam empoderados para o país, e obrigam Getúlio a deixar o poder.

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Ele retorna em 1950 eleito pelo voto popular. Mas, o país tinha mudado, e Vargas enfrenta resistências da oposição liderada pela UDN, comandada pelo jornalista Carlos Lacerda.  Ele cria o segundo movimento da Era Vargas na Presidência da República. Em 1954 não resiste às pressões após o seu segurança particular promover um atentado à bala contra Lacerda. Getúlio mergulha em profunda crise e comete suicídio em 24 de agosto de 1954.

A Era Vargas na Presidência da República

Confira no resumo do professor Felipe, do canal do Curso Enem Gratuito, como foi que tudo aconteceu para levar Getúlio à Presidência da República.

Era Vargas na Presidência da República teve três fases: 1 – o Governo Provisório; 2 – o Governo Constitucional; e, 3 – o período ditatorial do Estado Novo (Ditadura Vargas).

Entenda como funcionavam as forças políticas da época e os movimentos de oposição ao governo de Getúlio Vargas como a Intentona Comunista, liderado por Luís Carlos Prestes e Olga Benário. Saiba também como começou a industrialização brasileira com o nascimento das empresas CSN e Vale do Rio Doce.

O Estado Novo de 1937

No fim de 1937 era instaurado o Estado Novo, quando Getúlio Vargas adquiriu amplos poderes. Atuou com a mão de ferro de um ditador. Fechou o Congresso Nacional, proibiu a existência dos partidos políticos, censurou a imprensa e novamente nomeou interventores para os estados da federação.

O período do Estado Novo é muito emblemático na Era Vargas na Presidência da Republica: proporcionou mudanças significativas na história econômica do Brasil. O país, que até aquele momento sempre teve um produto “carro-chefe” da economia (pau-brasil, açúcar, café…), agora voltava-se para a indústria.

A industrialização instaurada por Vargas foi pautada em um nacionalismo econômico, baseado em uma política de forte controle estatal na economia: nacionalista, estatizante e industrializante.

Vargas criou empresas estatais do setor de base, como a mineradora Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). No campo da cultura, criou-se um órgão do Estado para controlar a política cultural do país, o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).

Esse órgão foi o responsável pela censura prévia da imprensa, com o objetivo de instituir uma cultura voltada para o trabalho e eliminando focos considerados subversivos. Nesse contexto, Vargas promove uma forte censura aos chamados “sambas de vadiagem”.

O DIP promove, também, uma agenda cultural, que atua em duas direções: 1) a meta de criar na população um sentimento ufanista exagerado e 2) gerar entretenimento, afastando a população dos interesses políticos. O DIP, através do rádio, vai também encucar nas massas a adesão ao projeto de governo e identificação com a figura de Vargas, por meio do programa A Hora do Brasil.

No campo da política externa, temos o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Apesar de ter simpatia pelo fascismo, Vargas se associa ao governo dos EUA, fazendo com que o Brasil lutasse contra o Eixo. Em troca desse apoio, os EUA financia a fundação da CSN. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) combate o Eixo principalmente na Itália. Alemães passam a ser vistos com grande desconfiança e ocorre a nacionalização do ensino.

 No dia 13 de setembro de 1943, o governo de Vargas, através de 5 decretos, cria 5 territórios de segurança nacional, sendo um dos mais importantes o território do Iguaçu. Há, nessa época também, um grande impulso ao desenvolvimento da economia da borracha. Nesta fase da Era Vargas na Presidência da República a economia vivia os impactos positivos e negativos da Segunda Guerra Mundial.

Ao final da Guerra os militares brasileiros que voltam vitoriosos do combate pressional pela saída de Getúlio Vargas, que é obrigado a deixar o poder. No entanto, em 1950 ele retorna embalado pelo voto popular. Porém, governa sem o mesmo sucesso de antes. Após lento declínio político, comete suicídio em 1954.

O efeito político da morte de Getúlio Vargas foi devastador para seus opositores da UDN, que passam de acusadores contra a corrupção e o autoritarismo que denunciavam em Getúlio para a condição de algozes aos olhos da população. Desta forma Juscelino Kubitscheck ganha as eleições numa aliança do PSD com o PTB, derrotando o então candidato da coligação liderada pela UDN, Juarez Távora, militar da área conservadora da UDN.

Agora chegou a hora de testar o que você aprendeu neste resumo.

Simulado Enem: A Era Vargas

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Então, mandou bem nas questões do Simulado sobre A Era Vargas na Presidência da República? Se você não acertou pelo menos sete questões, é hora de ler mais um pouco, e ver mais aulas com resumos especiais. Confira uma aula exclusiva, completa, sobre a Era Vargas.

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