Rochas e estruturas geológicas do Brasil

Conheça os tipos de rochas, a formação do relevo do Brasil e as estruturas geológicas brasileiras! Esse assunto é simples e muito frequente no Enem!

As questões de Geografia física aparecem em menor quantidade no Enem, mas são presença confirmada na sua prova. Então, para não deixar passar nenhum conteúdo essencial para Ciências Humanas, leia este post sobre as rochas e as estruturas geológicas brasileiras.

Origem e classificação das rochas

Em função de suas gêneses (origem) e características minerais de texturas, as rochas se classificam em três grandes grupos: magmáticas ou ígneas, sedimentares e metamórficas.

Rochas magmáticas ou ígneas

As rochas magmáticas ou ígneas resultam da solidificação do magma e por isso são consideradas rochas primárias.

De acordo com o ambiente de formação e a natureza química dos minerais que as compõem, as rochas deste grupo podem ser classificadas em intrusivas (plutônicas) e efusivas (vulcânicas).

As rochas ígneas intrusivas têm como ambiente de formação o interior da litosfera. Correspondem às intrusões de massas magmáticas, que penetram através de fraturas e falhas, mas não chegam a atingir a superfície externa da Terra, consolidando-se no interior dela. Os principais exemplos desse tipo de rocha são os granitos e o diabásio.

As rochas ígneas efusivas (ou vulcânicas) consolidam-se na parte externa da superfície da terra, e por isso passam por um processo de resfriamento rápido. Entre os exemplos mais comuns estão o basalto e o riolito.

Rochas metamórficas

As rochas metamórficas são produtos da alteração por elevadas pressões e temperaturas exercidas pelo dinamismo da litosfera, agindo tanto sobre as rochas sedimentares quanto sobre as rochas ígneas.

Em função da origem do grau de metamorfismo algumas rochas são mais e outras menos resistentes. Os gnaisses e migmatitos têm um grau de médio ao desgaste erosivo, os quartizitos oferecem grande resistência, enquanto os micaxistos e os filitos apresentam resistência menor.

Rochas sedimentares

As rochas sedimentares (ou secundárias) são originárias de outras rochas e ocupam extensas áreas da superfície terrestre, compondo o grupo das clásticas ou detríticas.

São geradas por detritos ou partículas de material sólido da rocha e solo, transportados, depositados e litificados (transformado em rocha). Esses processos sempre ocorreram na superfície terrestre, e por isso existem rochas sedimentares de diferentes idades e de diversos ambientes de sedimentação.

ciclo das rochas
Ciclo das rochas
Veja a nossa aula sobre os tipos de rochas:

A origem do relevo terrestre

O relevo terrestre caracteriza-se por diferentes formas: elevações, áreas planas, côncavas ou convexas, áreas escarpadas, depressões, entre outras.

Essa heterogeneidade de formas resulta da ação de processos naturais entre a litosfera, a atmosfera, a hidrosfera e a biosfera nas diferentes estruturas geológicas e também pelos diferentes tipos de rocha, por meio das quais as rochas de maior dureza se mantêm expostas e as menos resistentes se desgastam, depositando-se em outras áreas após o transporte de sedimentos. Além disso, o relevo sofre mudanças provocadas pela ação humana na superfície terrestre.

De modo geral, as grandes estruturas geológicas que compõem os continentes são os escudos cristalinos, as bacias sedimentares, e os dobramentos modernos. No fundo oceânico, existem as cordilheiras e fossas abissais.

A partir de agora vamos ver juntos um pouco de cada uma das estruturas mais importantes.

Escudos cristalinos

Os escudos cristalinos são estruturas geológicas resultantes de dobramentos que surgiram no Pré-Cambriano (período da escala geológica), quando a Pangeia (momento geológico em que os continentes estavam todos juntos) estava em processo de formação.

Sendo muito antigos, os escudos passaram por prolongada e intensa ação de processos erosivos. Eles são constituídos por rochas ígneas ou magmáticas e por rochas metamórficas.

No Brasil, os escudos cristalinos representam cerca de 36% da estrutura geológica do nosso território.

Bacias Sedimentares

As bacias sedimentares são áreas de acumulação de sedimentos durante grandes intervalos de tempo.

No decorrer do tempo geológico, os processos de sedimentação podem ocorrer em ambientes marinhos, glacial, desértico, em áreas de derrame de lava vulcânica, portanto, com materiais e minerais diversificados.

As bacias sedimentares mais antigas se formaram ao longo do Paleozoico e do Mesozoico, pela deposição de sedimentos resultantes da erosão sofrida pelos maciços pré-cambrianos. Outras, mais recentes, apresentam formações geológicas datadas do Cenozoico, nos Períodos Paleogeno, Neogeno e Quaternário.

As rochas que compõe essas bacias , chamadas rochas sedimentares, podem conter recursos naturais de grande utilidade econômica, como carvão mineral, petróleo, entre outros.

Dobramentos Modernos

As áreas de dobramentos modernos estão associadas às margens convergentes das placas tectônicas. Geradas por eventos orogenéticos no Neógeno, deram origem às grandes cadeias montanhosas: a Cordilheira dos Andes, na América do Sul; os Alpes, na Europa; e o Himalaia, na Ásia.

Os domínios morfoestruturais ou as grandes unidades do relevo terrestre resultam dessas estruturas geológicas e da atuação das forças internas e externas que modelam a crosta terrestre em diferentes tempos.

Para compreender melhor sobre o assunto, indico que leiam em seguida sobre esses dois textos do Blog do Enem:

Para terminar, assista ao vídeo sobre rochas e estruturas geológicas gravado pelo prof. Carrieri:

Sobre o(a) autor(a):

Priscila é formada em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina.