Norma culta e língua falada

Neste post você vai aprender a diferenciar dois tipos de linguagem: a norma culta e a língua falada.

Já parou para pensar que, apesar de todos falarmos a língua portuguesa, falamos de jeitos diferentes? Isso acontece porque existem dois tipos de linguagens, uma que está nos manuais gramaticais e segue várias regras, a norma culta, e outra que aprendemos no cotidiano, com nosso amigos e familiares, a essa língua damos o nome de língua falada ou também coloquial.

A norma culta

Trata-se de uma descrição do português atual na sua forma culta. É chamada também de língua padrão, registro culto, ou ainda registro formal. A linguagem culta nada mais é que a linguagem dos manuais gramaticais e seu conjunto de regras para escrever e falar corretamente uma língua, de acordo com o molde de uso dessa língua por pessoas cultas.

A língua padrão (culta) idealiza o “bem falar e escrever” e é uma dos requisitos mais cobrados em exames vestibulares. Ela é normalmente ensinada pelas gramáticas escolares, baseadas em  registros escritos de pessoas consagradas na sociedade (os gramáticos, professores, linguistas) e, normalmente, é usada em situações formais.

A linguagem culta é muito presente também na forma escrita. Segundo o professor Fernando Pestana, a escrita é usada em um contexto formal, refletindo com maior regularidade a norma culta. Podemos perceber isso quando produzimos um texto e escrevemo-nos a partir do bom o uso da língua padrão: com um bom conhecimento de acentuação, ortografia, emprego de classes gramaticais (pronomes e verbos principalmente), pontuação, concordância, regência e crase.

Características da língua culta
  • Maior preocupação com a pronúncia das palavras;
  • Possui ausência do uso de gírias;
  • É uma variante prestigiada.
A língua culta está presente:
  • Em livros didáticos, científicos e jurídicos, nos documentos formais, nos (tele)jornais consagrados, nas grandes mídias etc;
  • Nas provas de concursos públicos. Por exemplo, o Enem é um dos exames que faz uso da língua culta, principalmente na pontuação da redação;
  • Como instrumento em situações formais. Por exemplo, ao nos dirigirmos a um juiz em um tribunal, a um presidente de uma empresa ou uma pessoa que ocupa um cargo social mais elevado que o nosso;
  • Usada em situações formais e em documentos oficiais;
Saiba mais sobre as diferenças entre a língua culta e a língua falada no vídeo da professora Jéssica:

A linguagem falada

língua falada - imagem

Contrária à linguagem culta, a língua falada é aquela que usamos de forma coloquial, ou seja, é aquela que possui os diversos estilos que um falante pode usar de acordo com a situação comunicativa em que participa.

Numa conversa informal num café com os amigos, por exemplo, utilizará um registro de fala diferente do que utiliza em família, com a avó, ou também com seu patrão no trabalho.

Para o gramático Fernando Pestana, a língua falada não é sinônimo sempre de conversação, pois nem sempre a fala é usada nas práticas diárias informais de um cidadão com outro. Às vezes, usa-se a fala em um seminário, por exemplo, no qual não há conversação e o ambiente é formal. O fato é que algumas características da conversação ainda assim aparecem na oralidade, como desvios da norma culta, pausas de pensamento, ênfases etc.

Principais marcas da língua falada:
  • Variante espontânea;
  • Utilizada em relações informais;
  • Sem preocupações com as regras da gramática normativa;
  • Presença de coloquialismos (expressões próprias da fala), tais como: pega leve, se toca, tá rolando etc.
  • Uso de gírias;
  • Uso de formas reduzidas ou contraídas (pra, cê, peraí, etc.)
  • Uso de “a gente” no lugar de nós;
  • Uso frequente de palavras para articular ideias (tipo assim, aí, então, etc.).

língua falada - tirinha

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Sobre o(a) autor(a):

Regina é Licenciada Plena em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e, além de manjar de Português, gosta de desenhar pessoas.