Revoltas regenciais no Primeiro Reinado: resumo de História

Cabanagem, Guerra dos Farrapos, Sabinada, Balaiada, Revolta dos Malês: entenda como aconteceram as principais revoltas regenciais na História

O Período Regencial no Brasil corresponde à época em que o comando do Brasil Império ficou ao cargo de “Regentes” que comandaram o país enquanto Pedro II, herdeiro do trono ainda criança, aguardava até alcançar a maioridade para assumir o trono. Veja as Revoltas Regenciais:

  1. Balaiada (1838–1841)
  2. Cabanagem (1835–1840)
  3. Sabinada (1837–1838)
  4. Revolta dos Malês (1835)
  5. Cabanada (1832–1835)
  6. Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos (1835–1845)

A história do Brasil enquanto nação independente já surge no contexto de intensas disputas acerca da elaboração de sua primeira Constituição no Primeiro Reinado.

Desde aquele período, estava apresentado o embate entre a vontade de centralizar o poder no imperador no Rio de Janeiro, e a vontade de diluí-lo entre os deputados eleitos.

Nos casos como da Guerra dos Farrapos e da Sabinada, os grupos que iniciaram os movimentos de contestação ao governo central lutavam por maior autonomia e controle sobre seu território.

Já em revoltas regenciais como Cabanagem, na Revolta dos Malês e na Balaiada – rebeliões feitas por escravizados, libertos e camponeses –, o caso era outro.

As contestações ocorriam por causa de castigos aplicados a trabalhadores, do recrutamento forçado de homens, da exploração comercial, da perda de terras para latifundiários e da própria escravidão. Era comum que as revoltas mencionadas ocorressem em um contexto de declínio econômico da sua respectiva região.

Resumo sobre o Período Regencial e as Revoltas Regenciais

Essa disputa continuaria no chamado Período Regencial, que foi da saída de D. Pedro I do Brasil, em 1831, até D. Pedro II assumir o trono, em 1840. Vem que o professor Felipe explica 😀

Excelente o resumo do professor Felipe sobre o Período dos Regentes e as principais Revoltas Regenciais. Esta aula é do Canal do Curso Enem Gratuito. E têm mais aulas do professor Felipe lá.

Descrição da aula sobre o Período Regencial

Para facilitar a sua compreensão sobe o ciclo do Segundo Império, deste o início do Período Regencial, a posse de Pedro Segundo, o Segundo Império, e o declínio antes da Proclamação da República, se ligue aqui na transcrição da aula do professor Felipe. Assim você localizar o trecho que precisa ver de novo.

A aula é sobre um dos períodos mais conturbados da História do Brasil: Período Regencial, ou Regência, situado entre o Primeiro Reinado e o Segundo Reinado!

E a gente divide essa aula em cinco partes:1) os tipos de regência, 2) os partidos políticos na fase inicial (até 1834), 3) as reformas descentralizadoras, 4) partidos políticos no final da Regência e por último, 5) o golpe da maioridade.

Sobre Regência, é importante saber que é um período que deveria ter durado doze anos, mas acabou durando só nove anos. E era pra ter durante esse período três regentes governando o Brasil e escolhidos pelo Congresso Nacional, mas não foi bem assim!

Tivemos, sim, três regentes: a Regência Trina, que começou como uma regência provisória que durou mais ou menos três meses até se eleger aquela que deveria ser a regência permanente.

Mas, em 1834, houve uma alteração na Constituição e mudou a regência de trina para una. Vamos ter no período da Regência Una (de 1835 a 1840) dois regentes: Padre Diogo Feijó e Senador Araújo Lima.

 Agora, vamos à segunda parte. Como é que se dividiam os partidos políticos nesse início da regência? Eram três partidos principais. Temos aqui inicialmente os restauradores ou caramurus. Eles eram antigos aliados de Dom Pedro I, chamados de restauradores porque queriam restaurar o 1º Reinado. Só que esse partido vai deixar de existir em 1834 porque Dom Pedro morre nesse ano e aí não fazia mais sentido reivindicar o retorno do governo dele.

Os dois principais partidos que se formam nesse contexto, e que vão dividir a cena política no Brasil até o final da monarquia são os liberais moderados (também chamados de chimangos) e os liberais exaltados (também chamados de farroupilhas).

Os moderados defendem a manutenção do sistema de centralismo no país, onde as províncias não tinham nenhum tipo de autonomia política e/ou econômica. Já os liberais exaltados vão defender o federalismo: a autonomia política para as províncias. E este será o grande ponto central do debate político no Brasil.

 Agora vamos à terceira parte dessa aula: vamos falar sobre algumas reformas políticas que ocorreram nesse período, a maioria delas de caráter descentralizador.

Nós temos em 1831 a criação da Guarda Nacional. Ela seria uma espécie de milícia civil censitária, ou seja, são militares que participam dela e que tem acima de uma determinada renda (até porque eles precisam custear itens como cavalos e armas). Isso significa que cada município teria uma representação da Guarda Nacional. Temos um sistema de segurança marcadamente elitista.

Temos aqui um momento de amadurecimento do Estado brasileiro, que é a criação do Código Penal em 1832. Temos também a criação do Ato Adicional de 1834. Esse ato vai descentralizar parcialmente a política no Brasil, porque ele vai criar as assembleias legislativas provinciais, o que garantia as províncias certa autonomia. Além disso, o ato adicional vai extinguir o sistema de regência trina, substituindo pelo sistema de regência una.

Depois de aprovado o ato adicional, nós temos aí uma nova composição partidária: os antigos liberais moderados agora são os regressistas e os liberais exaltados agora são os progressistas. O debate continua tendo como foco principal o mesmo já citado anteriormente.

Chegamos à quinta e última parte: o golpe da maioridade. Quem estava no poder nesse momento eram os regressistas, que queriam “acabar” com o ato adicional. Os progressistas se revoltaram contra esse projeto, e defenderam que Dom Pedro II assumisse o trono com 14 anos.

Vários movimentos no país convulsionaram a regência ainda nessa época, e com isso alegaram que a melhor alternativa seria colocar o ‘jovem governante’ Pedro II no trono para “pacificar o Brasil”. Ele realmente assume o trono! Aos 14 anos! Sim, meu povo, isso aconteceu… \o/

Veja as Crises do Segundo Império:

Confira com o professor Felipe como Dom Pedro II governou, e o lento declínio até ser deposto pelos militares que voltaram empoderados após a Guerra do Paraguai:

O Segundo Reinado começa em 1840 com um golpe de Estado: o golpe da maioridade, que antecipa (sem alteração da Constituição), a maioridade de Dom Pedro II, que aos 14 anos chega ao trono.

Agora vamos lembrar que ele chegou ao trono através de um projeto político de um partido, o partido anteriormente chamado de progressista e agora de liberal. Os liberais, quando chegam ao poder, tendo Dom Pedro II no trono, imaginaram que conseguiriam limitar o poder do imperador. E eles tinham um projeto pra isso: implementar o parlamentarismo no Brasil, fazendo com que o rei reinasse mas não governasse.

O rei acabou tomando a devida precaução em relação a isso, destituindo o governo liberal e convocando novas eleições com maioria conservadora eleita no parlamento. Mas para isso, as eleições ficaram conhecidas por suas fraudes e por sua violência, foram as chamadas eleições do cacete.

Essas eleições, que levam os conservadores a serem maioria no Congresso e depois resultam num ministério conservador, vão acabar provocando reações das elites liberais de São Paulo e Minas Gerais.

Simulado sobre as Revoltas Regenciais

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Você mandou bem nas dez questões do Simulado sobre as Revoltas Regenciais? Se não acertou pelo menos 7 questões “de primeira” é porque precisa rever os conteúdos em profundidade. Veja aqui aula completa sobre o Período e as Revoltas Regenciais.