Os Conflitos entre Judeus e Palestinos: resumo e simulado

Veja a Guerra dos Seis Dias, a Guerra do Yon Kipur, e os conflitos acentuados entre Judeus e Palestinos pela ocupação e controle do território de Israel, desde 1948.

Quando você olha uma perspectiva histórica do Oriente Médio logo fica impressionado com a milenar disputa de territórios entre Cristãos e Muçulmanos, que remonta o tempo das Cruzadas na Idade Média, e muito antes disso das tensões de ocupação de territórios, combates, diferenças étnico-religiosas e até mesmo situações de escravidão entre Árabes e Judeus. Os conflitos entre Judeus e Palestinos são uma face contemporânea que têm raízes muito antigas, portanto.

O longo conflito Árabe-Israelense

O pano de fundo nos conflitos entre Judeus e Palestinos está sobre a ocupação e o controle político-militar do território destinado pela ONU após a Segunda Guerra Mundial para criar o Estado de Israel.

Além da cidade de Jerusalém, disputada por milênios por Cristãos, Muçulmanos, e os Hebreus como berço da cultura e identidade religiosa de cada grande grupo étnico ou religioso, as fronteiras originais de Israel e os movimentos após as guerras com Árabes seguem como pontos de tensão.

Desde o final do século XIX a região da Palestina já vinha registrando aumento crescente de Judeus que para lá emigravam e compravam terras. Durante toda a primeira metade do Século XX ocorreram embates territorialistas entre os Judeus e os Palestinos, com intervenções diplomáticas externas para tentar encontrar um direcionamento.  Em 1947 a ONU estabelece uma resolução indicando formalmente o que seriam as áreas para formar o Estado de Israel.

Ao mesmo em que Judeus de várias partes do mundo para lá se deslocam para consolidar a população de Israel ocorre uma emigração constante de Palestinos, inclusive para o Brasil. Os ciclos de emigração ocorrem de maneira mais forte após cada uma das guerras e conquistas militares de territórios pelos Judeus.

Veja as Guerras entre Judeus e Árabes

1948Guerra Árabe-Israelense – Os Árabes rejeitam o plano de partilha da ONU, e a guerra aconteceu após a retirada das forças de paz da Inglaterra. Nesta guerra os Judeus apliaram o território, conquistando áreas até então sob controle árabe.

1956 – A Guerra de Suez – Israel ocupa a Península do Sinai que até então estava sob controle do Egito.

1967 – A Guerra dos Seis Dias – No começo do mês de junho Israel toma a iniciativa de ataque no dia 5, e encerra os combates no dia 10, ocupando militarmente a Faixa de Gaza, as Colinas de Golã, a Cisjordânia, e consolidando a Península do Sinai.

1973 – A Guerra do Yon Kippur – Egito e Síria tomam a iniciativa de um ataque de surpresa a Israel durante o feriado religioso judaico do Yon Kippur no dia 6 de outubro com o objetivo de retomar a Península do Sinai e as Colinas de Golã. Após a reação de Israel os Egípcios e os Sírios tiveram que recuar, sem alcançar os objetivos pretendidos. 

Após estes principais conflitos militares ainda ocorreu com grande destaque a invasão do Líbano por Israel em 1982, sob a alegação de que grupos terroristas antissemitas utilizavam o território para criar bases de ataque aos territórios ocupados pelos Judeus.

Em 1985 Israel deixa o Líbano sob pressão diplomática internacional, e permanece com a ocupação de uma faixa de terra declarada como Zona de Segurança, com função preventiva para ataques de grupos terroristas como o Hezbollah, que tinha bases no Líbano.

1987 – 1993. As Intifadas – Dentro do território de Israel grupos palestinos resolvem adotar uma estratégia de posicionamento pacífico, sem o uso de equipamentos militares, e criam as Intifadas. No entando, os movimentos vão ganhando violência de ação e de repressão ao longo dos anos. Uma nova Intifada acontece com maior violência em 2000, inclusive com o uso de homens-bomba pelo lado palestino, e de repressão militar pelo lado israelense, com elevado número de mortes.

2005 – A Desocupação da Faixa de Gaza e da Cisjordânia – Em um plano de paz ocorre a retirada israelita de territórios ocupados após a guerra de 1967. Veja no mapa a evolução do território de Israel:

Disputa de territórios entre Judeus e Palestinos em Israel

As diásporas dos hebreus, Palestina e Israel

Determina-se como diáspora qualquer dispersão ou fuga de uma região, causada por algum tipo de perseguição cultural, em aspecto religioso ou étnico. Porém, o termo geralmente é ligado ao povo hebreu.

A primeira diáspora judaica é datada de 586 a.C., quando o Imperador da Babilônia, Nabucodonosor II invadiu Jerusalém forçando os hebreus a migrarem para a região da Mesopotâmia após a destruição da cidade.

A segunda diáspora veio aproximadamente em 70 d.C. durante a expansão do Império Romano. Jerusalém foi novamente destruída e os judeus espalharam-se pelo norte da África, em comunidades chamadas Sefardins, e no leste europeu, os Asquenazi.

Após a Segunda Guerra Mundial, com a dizimação de milhões de pessoas por conta da política genocida e antissemita da Alemanha Nazista, os judeus da região espalharam-se novamente por outros países.

Embora a migração de judeus para outras localidades do planeta ocorresse em vários momentos da história, ao início do século XX teve uma leve concentração na região da Palestina.

Este número aumentou consideravelmente entre 1939 e 1945, por conta da Segunda Guerra e ainda mais após 1948, com a criação do Estado de Israel pela Organização das Nações Unidas.

A criação do Estado de Israel resultou em uma tensão permanente, pois na região já viviam milhares de árabes, desde o século anterior, oriundos do antigo Império Otomano. O conflito antes focado na geografia, pouco a pouco, adentrava o campo político e agravou-se ainda mais após as decisões da ONU.

Para finalizar sua revisão, veja esta videoaula do canal MundoEdu:

Agora é hora de testar o que você aprendeu sobre os conflitos entre Judeus e Palestinos.

Simulado sobre os conflitos entre Judeus e Palestinos 

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Como foi o seu desempenho no Simulado? Acertou pelo menos sete questões logo de cara? Se ainda não, é hora de rever todo o conteúdo novamente em uma aula mostrando a criação do Estado de Israel.

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