A Tabela Periódica e a classificação dos Elementos Químicos

Revise com a gente as principais características da Tabela Periódica de Mendeleyev. Entenda como ela está organizada para resolver mais rápido as questões de Química nas provas do Enem e dos vestibulares.

Cada elemento químico é singular, suas propriedades e características são únicas. No entanto, existem grupos de elementos que se comportam de maneira semelhante. Isso proporcionou o agrupamento dos elementos em famílias, dando origem à Tabela Periódica.

Nasceu assim, a classificação periódica dos elementos, a principal via de acesso à Química, que permitiu ao ser humano identificar, experimentar e utilizar cada elemento químico de acordo com as suas propriedades e aplicações práticas, visando o desenvolvimento científico, econômico e social.

A Tabela Periódica de Mendeleyev

De todas as tentativas de classificação dos elementos químicos, a mais meticulosa foi a feita por Dimitri Ivanovitch Mendeleyev em 1869.

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Esse cientista ordenou cerca de 60 elementos químicos conhecidos em sua época em 12 linhas horizontais, em ordem crescente de massas atômicas e tomando o cuidado de colocar na mesma vertical os elementos de propriedades químicas semelhantes, como você pode ver na figura 1.tabela periódica antiga - MendeleyevFigura 1. Tabela periódica de Mendeleyev

E hoje, como está a tabela periódica?

Além de mais completa, a Classificação Periódica de hoje apresenta os elementos químicos dispostos em ordem crescente de número atômico, conceito esse estabelecido em 1913 por Henry G.J.Moseley (1887 – 1915), ao verificar que esse valor caracterizava melhor um elemento químico do que a sua massa atômica.

Veja a tabela periódica moderna na figura 2.Tabela periódica atualFigura 2. Tabela periódica atual

Colunas, Grupos ou Famílias

Uma linha vertical ou coluna corresponde a uma família ou grupo de elementos químicos que apresentam uma regularidade na variação de propriedades físicas e químicas e, no caso dos grupos 1,2,13,14,15,16,17 e 18, a última camada com o mesmo número de elétrons.

A numeração tradicional das dezoito colunas é 1A, 2A, 3B…. Mas, atualmente, a IUPAC recomenda a numeração 1,2,3,4….

 

Resumo sobre a Tabela Periódica

Veja agora como professor Felipe Sobis, um campeão de aulas de Química na Internet, uma introdução tema da Tabela Periódica de Mendeleyev

Muito show este resumo do professor Sobis. Têm mais aulas de Química com ele no canal do Curso Enem Gratuito.

Olha as dicas do professor Sobis:

APropriedades periódicas são propriedades que se repetem em alguns períodos e quem evidencia  isso é a tabela periódica. Existem 5 propriedades principais: raio atômico, eletropositividade, eletronegatividade, eletroafinidade e energia de ionização.

BRaio Atômico. Se pensarmos no átomo como uma circunferência, a distância entre seu núcleo e uma das extremidades é seu raio, que mostra o quão grande é o átomo. Na tabela periódica, essa propriedade vai crescer da direita para a esquerda, de cima para baixo.

C – A eletropositividade diz quanto o elemento é metálico. Numa ligação química, o elemento metálico tem a tendência de perder elétrons. Assim como o raio atômico, a eletropositividade, na tabela periódica, vai crescer da direita para a esquerda, de cima para baixo.

D – A eletronegatividade é a propriedade que um átomo de um elemento tem de atrair elétrons da ligação quando combinado com outro átomo. O átomo que atrai esses elétrons com mais força é mais eletronegativo. A ordem, na tabela periódica, é de baixo para cima, da esquerda para a direita.

E – A eletroafinidade (de baixo para cima, da esquerda para a direita) é a quantidade de energia que um átomo libera ao ganhar um elétron. A quantidade de energia liberada pelo átomo será maior quanto mais fortemente o elétron atraído se ligar no átomo.

 F – A energia de ionização é a energia que o átomo absorve para poder perder um elétron. A ordem dela é a mesma da eletronegatividade. A primeira energia de ionização (EI1) é aquela requerida para remover o primeiro elétron de um átomo isolado no estado gasoso, a energia para remover o segundo elétron é chamada de segunda energia de ionização (EI2) e assim por diante.

G – A primeira energia de ionização é sempre menor que a segunda, que por sua vez é sempre menor que a terceira. Isso ocorre porque, com a perda de elétrons, o íon fica cada vez mais positivo e, portanto, passa a atrair os elétrons com mais força.

Algumas famílias têm nomes especiais:

1A – Metais Alcalinos
2A – Metais alcalinos terrosos
6A – Calcogênios
7A – Halogênios
8A – Gases Nobres

Macete dos Calcogênios

Fique ligado(a)!

1) O Hidrogênio embora apareça na coluna 1ª, não é um metal alcalino. Pelo contrário, o hidrogênio é tão diferente de todos os demais elementos químicos que algumas classificações preferem colocá-lo fora da tabela periódica.

2) Os elementos das colunas que antes eram indicados pela letra A (1A até zero) e hoje correspondem aos números 1, 2, e 13 a 18 são os mais importantes da tabela, os elementos representativos. Em cada coluna dessas, a semelhança de propriedades químicas entre os elementos é máxima.

3) Os elementos das colunas anteriormente representados pela letra B (família 1B até 8B), e que atualmente correspondem aos grupos de 3 a 12, constituem os elementos de transição. Os lantanídeos e os actinídeos são conhecidos como elementos de transição interna, e estão abaixo do corpo principal da tabela.

Elementos representativos, transição e transição interna na tabela
Figura 3. Elementos representativos, transição e transição interna na tabela periódica

O Períodos da Tabela

Uma linha horizontal na tabela periódica indica um período de elementos químicos. O número do período corresponde ao número de camadas eletrônicas preenchidas para cada átomo, como você pode ver na figura 4.

Períodos representados pelas linhas horizontais e camadas eletrônicas
Figura 4. Períodos representados pelas linhas horizontais na Tabela Periódica

Veja os Metais e não Metais na Tabela Periódica

Outra separação que podemos notar na Classificação Periódica é a que divide os elementos em Metais, não metais (ou ametais), semimetais e gases nobres (Figura 5).

Separação da Tabela Periódica em Metais, semimetais, não metais e gases nobres
Figura 5. Separação da Tabela Periódica em Metais, semimetais, não metais e gases nobres

Os metais são sólidos nas condições ambientes, com exceção do mercúrio (Hg), que é líquido. Eles conduzem bem eletricidade e calor. Os não metais, por sua vez, são maus condutores de corrente elétrica e calor, exceto o carbono na forma de grafita, que é bom condutor de eletricidade e calor.

Algumas classificações ainda apresentam os semimetais, que são elementos com propriedades intermediárias entre as dos metais e dos não metais. No entanto, desde 1986 a IUPAC não reconhece essa classificação, considerando-os não metais.

Os gases nobres estão localizados no grupo 18, e até a década de 1960 acreditava-se que eram inertes, ou seja, não eram capazes de se combinar com nenhum outro elemento. Porém hoje são conhecidos alguns compostos nos quais os gases nobres participam. Todos esses elementos são gasosos na temperatura ambiente.

Fique ligado(a)!

Dos mais de cem elementos químicos conhecidos, noventa têm ocorrência na natureza e os demais são artificiais, ou seja, produzidos pelo ser humano.

Saiba mais sobre a Tabela Periódica assistindo a videoaula do Blog do Enem:

 

Para finalizar sua revisão, veja o exercício sobre propriedades periódicas dos elementos químicos que selecionamos para você!

 

1) O número atômico do elemento que se encontra no período III, família 3A é:

a) 10
b) 12
c) 23
d) 13
e) 31

2) Um átomo apresenta normalmente 2 elétrons na primeira camada, 8 elétrons na segunda, 18 elétrons na terceira camada e 7 na quarta camada. A família e o período em que se encontra esse elemento são, respectivamente:

a) família dos halogênios, sétimo período
b) família do carbono, quarto período
c) família dos halogênios, quarto período
d) família dos calcogênios, quarto período
e) família dos calcogênios, sétimo período

Gabarito:

1.d, 2.c, 3.a

Sobre o(a) autor(a):

Munique é formada em química pela UFSC, tem mestrado e doutorado em Engenharia Química, também pela UFSC.

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