O texto dissertativo-argumentativo na Redação Enem: aula com Simulado

Veja um resumo básico para te ajudar a fazer um bom texto dissertativo-argumentativo no Enem. Confira dicas e teste o seu nível no Simulado Enem de Redação. São apenas 10 questões para você estudar!

Você sabe como elaborar a Redação do Enem? Veja como fazer o texto dissertativo-argumentativo de acordo com as regras oficiais do Ministério da Educação e, no final, confira uma Redação Enem aprovada com nota 1000, e teste seus conhecimentos com o nosso simulado!

Não tem segredo para mandar bem na Redação do Enem, do Encceja ou dos vestibulares. As regras são claras e não é complicado chegar lá. Basta ter uma boa disciplina e se preparar para compreender bem o tema, elaborar a sua tese, desenvolver os seus argumentos e caprichar na proposta de intervenção.

As exigências oficiais do MEC

  1. A prova de redação exigirá de você a produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política.
  2. Os aspectos a serem avaliados relacionam-se às competências que devem ter sido desenvolvidas durante os anos de
    escolaridade.
  3. Nessa redação, você deverá defender uma tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual.
  4. Seu texto deverá ser redigido de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa.
  5. Você deverá, também, elaborar uma proposta de intervenção social para o problema apresentado no desenvolvimento do texto que respeite os direitos humanos.

Os argumentos estão no centro da elaboração da Redação no estilo dissertativo-argumentativo. De acordo como Manual do Ministério da Educação para a Redação do Enem, a estrutura do texto dissertativo-argumentativo deve ser organizada em três movimentos clássicos. Veja a divisão e as aulas correspondentes do Curso Enem Gratuito:

  1.  – Introdução (criar uma Tese ou Ponto de Vista);
  2.  – Desenvolvimento (os argumentos);
  3.  – Conclusão (a proposta de intervenção).

Como fazer o texto dissertativo-argumentativo

Em resumo, o Enem exige que o participante escreva um texto dissertativo-argumentativo, que é o tipo de texto que demonstra o posicionamento do candidato sobre o tema proposto.

Confira na lista:

  • É mais do que uma simples exposição de ideias e, por isso, você deve evitar elaborar um texto de caráter apenas expositivo, assumindo claramente um ponto de vista.
  • Além disso, é preciso que a tese que você irá defender esteja relacionada ao tema definido na proposta.
  • Trata-se, portanto, de o candidato demonstrar o domínio de uma competência que avalia as habilidades integradas de leitura e escrita.
  • O tema constitui o núcleo das ideias sobre as quais a tese se organiza e é caracterizado por ser uma delimitação de um assunto mais abrangente.
  • Por isso, é preciso atender ao recorte temático definido a fim de evitar tangenciá-lo ou, ainda pior, desenvolver um tema distinto do determinado pela proposta.
Aula Gratuita para uma Redação Enem Nota 1000
Confira com a professora Tharen Teixeira, do canal Curso Enem Gratuito, as principais dicas para você mandar bem no texto dissertativo-argumentativo:

A definição do texto dissertativo-argumentativo:

O texto dissertativo-argumentativo se organiza na defesa de um ponto de vista sobre determinado assunto. É fundamentado com argumentos, para influenciar a opinião do leitor, tentando convencê-lo de que a ideia defendida está correta.

É preciso, portanto, expor e explicar ideias. Daí a sua dupla natureza: é argumentativo porque defende uma tese, uma opinião, e é dissertativo porque se utiliza de explicações para justificá-la.

O objetivo desse texto é, em última análise, convencer o leitor de que o ponto de vista em relação à tese apresentada é acertado e relevante. Para tanto, mobiliza informações, fatos e opiniões, à luz de um raciocínio coerente e consistente.

Modelo de Redação Enem Nota 1000

  • Tema do Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil
  • Candidata: Nathalia Couri Vieira Marques

Existem, atualmente, diversos conflitos religiosos no mundo, fato que pode ser exemplificado pelas ações do Estado Islâmico, que utiliza uma visão radical do islamismo sunita. Nesse contexto, percebe-se que tal realidade de intolerância também ocorre no Brasil, um país com dimensões continentais e grande diversidade religiosa.

Assim, tornam-se progressivamente mais comuns episódios de violência motivados pela religião, o que é contraditório, visto que o Brasil é laico e a Constituição de 1988 garante a liberdade de crença das diferentes manifestações culturais. Portanto, medidas que alterem essa situação devem ser adotadas.

A globalização é um processo que tende à homogeneização, à cultura de massa. No entanto, ainda existem diversas formas de expressão cultural e artística, assim como de manifestações religiosas. Dessa maneira, surge na população um preconceito latente, que pode evoluir e motivar a prática de atos violentos pelo indivíduo.

Essa situação pode ser considerada reflexo da visão etnocêntrica de parte da sociedade, que considera seus costumes e crenças superiores aos hábitos dos demais. A educação brasileira, que, na maioria das vezes, é altamente conservadora, agrava a questão. Também é válido ressaltar que o aumento na eleição de políticos conservadores e que assumem uma postura radical na defesa de suas ideologias dificulta a diminuição da intolerância religiosa no Brasil.

A ausência de representantes das minorias religiosas impede a implantação de políticas afirmativas e que garantam, de fato, a potencialização da tolerância e da igualdade na manifestação das diversas crenças. Como, segundo Marilena Chauí, a democracia é baseada na igualdade, liberdade e participação, percebe-se que a não participação de toda a sociedade na política, aliada à frágil liberdade religiosa, dificultam a existência de um regime democrático pleno no Brasil.

Portanto, é necessária a criação de cotas, ação que deve ser feita pelo poder público, que garantam a presença de representantes das diversas expressões religiosas na política, o que permitiria a aprovação de medidas afirmativas que reduziriam a intolerância no Brasil.

Além disso, é válida a implantação de espaços de discussão nas escolas, direcionadas aos pais e alunos, sobre a diversidade de expressões culturais, o que conscientizaria os futuros cidadãos sobre a legitimidade de cada manifestação religiosa e diminuiria a visão etnocêntrica presente nos indivíduos.

Por fim, deve haver a criação de campanhas nas redes sociais, realizadas pela sociedade civil, que amenizem o preconceito presente na população, o que conduziria a uma sociedade progressivamente mais justa, igualitária e democrática. (Fonte: Manual da Redação MEC/INEP)

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