O que são angiospermas e quais suas características

Venha comigo nesta aula de Biologia revisar as Angiospermas para mandar bem no Enem e nos vestibulares!

Goiaba, mamão, coco, azeitona, tomate… se eu ficasse aqui citando todos os frutos que conheço e consumo cotidianamente poderia encher uma página. Ainda assim, minha lista representaria uma pequena amostra do grupo mais biodiverso de plantas: as angiospermas.

Com mais de 250 mil espécies descritas, o grupo das angiospermas possui plantas distribuídas em praticamente todos os habitats do planeta, com espécies com os mais variados tipos de adaptações. Nesta aula iremos revisar as principais características das angiospermas para você mandar bem em Biologia nos vestibulares e no Enem. Vem comigo!

Surgimento das angiospermas

As angiospermas surgiram no planeta há aproximadamente 140 milhões de anos. A principal inovação trazida pelas angiospermas é a presença de frutos, estruturas exclusivas desse grupo de plantas. Os frutos são estruturas que envolvem e protegem as sementes. Além disso, eles podem facilitar a dispersão das sementes, como veremos a seguir.

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Características das angiospermas

Em seguida, saiba quais são as principais características das angiospermas, como é o seu ciclo de vida, em qual habitats vivem, como ocorre sua reprodução e polinização.

São plantas vasculares

Assim como as gimnospermas e as pteridófitas, as angiospermas são plantas vasculares. Isso quer dizer que possuem tecidos específicos para a condução de substâncias ao longo de seu organismo: os vasos condutores, chamados de xilema e floema.

Órgãos e estruturas

Os órgãos vegetativos das angiospermas são a raiz, o caule e as folhas. A anatomia desses órgãos é extremamente variada, com diferentes adaptações. Sendo assim, encontramos nesse grupo plantas muito delicadas, como algumas espécies do extrato herbáceo, até plantas de grande porte, compondo a copa de grandes florestas.

Além disso, dizemos também que as angiospermas, assim como as gimnospermas são plantas fanerógamas. Isso porque possuem flores e sementes.

As flores das angiospermas são mais complexas que as flores (estróbilos) encontrados nas gimnospermas. Apesar de também serem formadas por folhas modificadas, a maioria das flores das angiospermas possuem cores, cheiros e outros atrativos, uma vez que boa parte dessas plantas dependem da ajuda de animais para realizar sua reprodução.

flores angiospermas
Imagem 1: Flores silvestres. As flores das angiospermas são extremamente variadas. Cada flor é especializada no tipo de polinização que realiza.

Outro ponto importante a ser lembrado sobre as angiospermas é o fato de que algumas partes de suas flores sofrem modificações para se tornarem frutos – característica exclusiva desse grupo. Daí o nome das angiospermas: angio = vaso + esperma = semente.

Ciclo de vida das angiospermas

Assim como as demais plantas, as angiospermas têm um ciclo de vida haplodiplobiôntico, caracterizado pela alternância de gerações. Porém, a planta propriamente dita, aquela que observamos ao longo de seu desenvolvimento, é o esporófito (2n). O gametófito das angiospermas, assim como acontece nas gimnospermas, desenvolve-se dentro do esporo (desenvolvimento endospórico). Sendo, portanto, imperceptível a olhos nus.

Habitats

Como você já sabe, as angiospermas são o grupo de plantas mais biodiverso. Os seres vivos desse grupo possuem uma infinidade de adaptações que lhes permite se desenvolverem em diversos ambientes.

Sendo assim, encontramos espécies de angiospermas em praticamente todos os ambientes terrestres da Terra. Há também uma boa quantidade de espécies de angiospermas adaptadas aos ambientes aquáticos. Nas regiões quentes e úmidas, há uma maior diversidade de espécies de plantas desse grupo.

Ciclo reprodutivo das angiospermas

Como você já sabe, o vegetal que observamos quando falamos de angiospermas é um esporófito. Essa planta irá produzir flores, onde encontraremos seus órgãos sexuais. A maioria das flores das angiospermas terá tanto órgãos sexuais femininos quanto masculinos. Dizemos, portanto, que são flores hermafroditas ou dioicas.

Na parte masculina da flor, que chamamos de estame, haverá estruturas que produzirão esporos (microsporângios), chamados de sacos polínicos. Em cada um desses sacos polínicos há várias células que podem originar esporos. Essas células diploides (2n) realizam meiose, produzindo esporos haploides (n).

Pólen

Esses esporos, ainda dentro do saco polínico, sofrerão sucessivas mitoses, formando os gametófitos masculinos, que chamamos de grãos de pólen. Dentro do grão de pólen, haverá dois tipos de células: uma célula vegetativa e uma reprodutiva.

A célula vegetativa que se encontra dentro do grão de pólen irá dará origem ao tubo polínico. O tubo polínico é formado quando o grão de pólen chega à estrutura feminina de outra planta. Portanto, ele irá carregar a célula reprodutiva até o gameta feminino.

Além disso, em volta dessas duas células, há uma “embalagem” protetora formada de duas paredes: a interna, constituída de celulose, é chamada de intina; já a externa, mais resistente, é chamada de exina.

Os grãos de pólen das angiospermas podem ter diferentes formatos e cores. Assim, muitas vezes podem ter estruturas adesivas ou prolongamentos que facilitem sua aderência no corpo de animais que irão transportá-lo até outras plantas.

polen angiospermas
Imagem 2: Grãos de pólen de angiospermas vistos a partir de microscópio eletrônico de varredura. Note que muitos deles possuem diferentes texturas na sua superfície. Essas texturas facilitam a sua adesão ao corpo dos polinizadores.

Polinização das angiospermas e das gimnospermas

Nas angiospermas, há também um número de pólen muito maior do que o de gametas femininos produzidos pelas plantas. Todavia, a quantidade de pólen produzido pela maior parte das angiospermas é muito menor do que a quantidade de pólen produzida pelas gimnospermas.

Isso porque, a polinização através de animais é muito mais eficaz que a polinização realizada pelo vento. Ao contrário do vento que é errante, os polinizadores geralmente acabam visitando várias flores, o que aumenta as chances de que o pólen seja transportado com sucesso.

polinização das angiospermas pelas abelhas
Imagem 3: Abelha, um dos polinizadores mais frequentes, alimentando-se do néctar de uma flor. As flores das angiospermas possuem estruturas atrativas para os polinizadores, como cores, cheiros e alimentos como o néctar.

Na parte feminina da flor, o ovário, haverá a formação de um ou vários microsporângios (óvulos). Estes óvulos estão presos ao ovário através de um prolongamento (pedúnculo). Em volta de cada óvulo há um tecido chamado de nucela. Nesse sentido, a nucela é protegida ainda por mais dois tecidos: o externo é a primina e o interno é a secundina. Estes tecidos possuem uma abertura, chamada de micrópila.

Dentro da nucela, a célula-mãe do esporo irá sofrer meiose, formando quatro megásporos haploides. Destes quatro megásporos, apenas um sobrevive. Dois dos núcleos dos óvulos (glóbulos polares) que não sobrevivem se unem e formam o núcleo secundário do saco embrionário. Assim, surge o gameta feminino, que é chamado de saco embrionário.

Por fim, para que os gametas se unam, é necessário que o gameta masculino seja transportando até a parte feminina de uma flor. Nas angiospermas, em geral, como você viu acima, a polinização é feita por animais (insetos, aves, mamíferos…). uma vez que o grão de pólen entre em contato com a parte feminina da flor, ele começa a formar uma estrutura tubular conhecida como tubo polínico.

Os frutos

O tubo polínico cresce, penetrando a parte feminina da flor e carregando duas células espermáticas haploides (n) que funcionam com gametas masculinos. Ao chegar ao óvulo, o tubo polínico entra pela sua pequena abertura, a micróplia.

Assim, uma das células espermáticas se une ao gameta feminino, a oosfera, originando um zigoto que através de inúmeras mitoses irá originar um embrião diploide.

A outra célula espermática irá se fundir ao núcleo do saco embrionário, originando uma célula triploide que formará um tecido triploide – o albúmen ou endosperma, responsável por reservar substâncias nutritivas para o embrião.

Após a fecundação, uma parte do órgão feminino da flor, o ovário, irá inchar formando o fruto. Na semente, o embrião formado possui radícula (originará a raiz), caulículo (origina a parte inferior do caule), gêmula (origina a parte superior do caule e as folhas) e cotilédone (folha com reserva de nutrientes). O número de cotilédones é utilizado para dividir as angiospermas em monocotiledôneas e dicotiledôneas.

Videoaula

Para finalizar sua revisão sobre as angiospermas e tirar todas as suas dúvidas sobre esse conteúdo, veja esta videoaula do professor Samuel Cunha:

Exercícios

Agora, para testar seus conhecimentos, que tal resolver os exercícios que selecionei para você?

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Sobre o(a) autor(a):

Juliana Evelyn dos Santos é bióloga formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e cursa o Mestrado em Educação na mesma instituição. Ministra aulas de Ciências e Biologia em escolas da Grande Florianópolis desde 2007 e é coordenadora pedagógica do Blog do Enem e do Curso Enem Gratuito.

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