O que foi a Guerra do Paraguai, suas causas e consequências

A Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança ocorreu de 1864 a 1870 e foi o maior conflito armado da história da América do Sul. Saiba mais nesta aula!

A Guerra do Paraguai ou Guerra da Tríplice Aliança ocorreu de 1864 a 1870 e foi o maior conflito armado da história da América do Sul. A principal motivação foi a disputa pelo território em torno do rio do Prata.

De um lado estavam Brasil, Argentina e Uruguai, que formavam a Tríplice Aliança, e do outro estava o Paraguai. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas morreram no conflito. A maioria dos soldados mortos era do lado paraguaio, que acabou sendo derrotado no conflito.

Antecedentes da Guerra do Paraguai

No final do século XIX, os países da América do Sul ainda estavam longe de ter uma coesão territorial e fronteiras definidas. Eles ainda davam os primeiros passos na construção de nações independentes e de um sentimento de nacionalismo. Não era diferente na região do rio da Prata, que abrange o sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai.

A área era bastante conflituosa porque herdou os conflitos de limites entre as colônias da Espanha e de Portugal. O Uruguai, por exemplo, havia feito parte do Brasil entre 1821 e 1825, quando passou para os domínios da Argentina. Por causa disso, D. Pedro I declarou guerra à Argentina. O conflito terminou em 1828 com a independência do Uruguai. A derrota brasileira foi um golpe no já fragilizado imperador.

Independência da Argentina e do Paraguai

Mas os argentinos também tinham conflito com outro vizinho: o Paraguai. No fim do período da colonização espanhola, o território de ambos os países pertencia ao Vice-Reino do Prata. Naquela época, a província de Buenos Aires tinha maior preeminência política e econômica do que o restante das províncias do vice-reino.

Vice-reinos espanhóisMapa dos vice-reinados espanhóis na América

Dessa forma, na ocasião da independência, conseguiu reunir sob sua liderança várias das províncias vizinhas. Assim, em 1816, foi formado um país chamado Províncias Unidas do Rio da Prata, que em 1826 passaria a ser chamado de Argentina.

No entanto, o Paraguai conseguiu se desvencilhar do domínio de Buenos Aires e constituiu um país próprio. A Argentina não se conformou com a “perda” do território e, por isso, vivia em constante tensão com o país vizinho.

Causas da Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai ocorreu por uma série de fatores que há anos provocavam atrito entre os quatro países envolvidos. Todos eles estavam relacionados à consolidação dos Estados nacionais recém formados e à disputa pelo poder na região do Prata. Um dos principais fatores foi o conflito pela dominação dos rios do Prata, Paraná, Paraguai e Uruguai.

A seguir, vamos entender melhor o que essa rede hidroviária representava para cada país. Também veremos como conflitos internos de poder no Uruguai foram determinantes para o início do conflito.

Uruguai, blancos e colorados

Após a independência do Uruguai, formaram-se dois partidos principais: o Partido Blanco e o Partido Colorado. O Brasil sempre foi beneficiado pelos colorados, pois permitiam que os gaúchos expandissem a agropecuária escravista pelo território uruguaio, mesmo após o fim da escravidão no país, em 1843.

A integração entre os dois países era tanta que entre 10% e 20% da população do Uruguai era formada por brasileiros, que controlavam cerca de 30% das terras uruguaias. Os gaúchos não precisavam nem mesmo pagar impostos para atravessar o gado para o Rio Grande do Sul.

No entanto, um ano antes da Guerra do Paraguai, o presidente do Uruguai era Bernardo Berro, do Partido Blanco. Ele tentou dificultar o estabelecimento de brasileiros no país, proibiu que utilizassem trabalho escravo e taxou o comércio de gado realizado na fronteira.

Por causa disso, o Brasil apoiou uma revolta planejada pelo Partido Colorado contra o presidente Berro. O movimento ficou conhecido como Cruzada Libertadora. Além disso, os colorados também contaram com o apoio da Argentina, que havia sido unificada por Bartolomeu Mitre em 1862.

Era de interesse do presidente argentino que os colorados voltassem ao poder porque os blancos estavam permitindo que províncias separatistas utilizassem o porto de Montevidéu. Assim, Mitre permitiu que o Partido Colorado, liderado por Venâncio Flores, se organizasse militarmente na Argentina.

Então, com apoio do Brasil e da Argentina, os colorados invadiram o Uruguai em 1864 e depuseram o presidente Atanásio Aguirre – que havia substituído Berro naquele mesmo ano. Dessa maneira, Venâncio Flores se tornou o novo presidente do Uruguai e os colorados voltavam ao poder.

A oposição do Paraguai

Derrotado, Atanásio Aguirre foi buscar apoio no Paraguai, presidido por Francisco Solano López desde 1862. Como o Paraguai estava vivendo de forma isolada, aceitou unir-se aos blancos na tentativa de conseguir um aliado regional.

López considerava que o apoio dos blancos seria de grande valia porque temia que brasileiros e argentinos se unissem para limitar sua navegação no rio do Prata e para contestar sua independência.

Como o Paraguai é um país sem litoral, seu único acesso ao mar era pela rede hidroviária do rio do Prata até o porto de Montevidéu. E como López tinha planos de aumentar as exportações de produtos primários para a Europa e iniciar uma pequena produção industrial, era essencial ter um meio de escoar a produção.

Enquanto isso, para o Brasil, os rios do Prata, Paraná e Paraguai representavam a ligação da província do Mato Grosso com a região Sudeste. A rota era muito importante porque a região possuía uma produção relevante de metais preciosos.

Por fim, a Argentina tinha interesse em anexar o Paraguai ao seu território e transformá-lo em mais uma de suas províncias.

Tendo tudo isso em mente, López tentou fazer uma espécie de mediação diplomática entre Uruguai e Brasil. Seu ultimato foi que os brasileiros não deveriam se envolver na política interna dos uruguaios.

No entanto, o governo brasileiro ignorou o pedido de López e invadiu o Uruguai em 1864. O presidente paraguaio enxergou a invasão como uma traição. Sua resposta foi invadir o Mato Grosso e declarar guerra ao Brasil. Era o início da Guerra do Paraguai.

Guerra do Paraguai - MapaMapa da Guerra do Paraguai

Os campos de batalha da Guerra do Paraguai

Em seguida, os planos de López eram de atacar o Rio Grande do Sul e as tropas brasileiras que estavam no Uruguai. Para isso, em 1865 solicitou livre passagem do exército paraguaio pelo território das províncias argentinas de Corrientes e Missiones.

O pedido foi negado, mas mesmo assim López avançou pela fronteira argentina. A afronta foi respondida com a declaração de guerra por Bartolomeu Mitre. A partir de então, Brasil, Argentina e Uruguai formaram a chamada “Tríplice Aliança” contra o Paraguai.

Apesar de os paraguaios terem iniciado o conflito com vitórias, logo passaram de invasores a invadidos. A partir de 1866, as tropas brasileiras avançaram rapidamente pelo território do Paraguai. No entanto, encontraram forte resistência ao chegarem nas proximidades da capital, Assunção.

Somente dois anos depois é que ocorreu a queda de Humaitá, uma fortaleza estratégica que protegia a cidade. É importante destacar que nesse momento o exército brasileiro era comandado por Luís Alves de Lima e Silva, que ficaria conhecido como Duque de Caxias.

Guerra do Paraguai - A batalha do AvahyEm 1872, o governo brasileiro encomendou a Pedro Américo um quadro alusivo a um grande feito da história brasileira. O pintor escolheu representar uma batalha ocorrida na Guerra do Paraguai. Assim nasceu “A batalha do Avahy”, pintura que  retrata intencionalmente os soldados brasileiros como bravos heróis e os paraguaios como bárbaros.

Mesmo com a invasão da capital, López manteve a guerra, que só terminaria com sua morte em 1870. O Paraguai acabou sendo devastado pelo confronto. A população masculina adulta foi dizimada, a economia destruída e o país ainda perdeu 40% do seu território para o Brasil e para a Argentina.

Os Voluntários da Pátria

Quando a guerra estourou no fim de 1864, o exército brasileiro estava completamente despreparado. Para conseguir ter forças para entrar no conflito, um decreto imperial foi publicado em 1865 para criar o Corpo de Voluntários da Pátria. Nele podiam se alistar espontaneamente homens entre 18 e 50 anos.

A promessa é que quem se voluntariasse teria um soldo e, quando voltasse, receberia terras, empregos públicos e até pensões. A princípio, houve um número expressivo de alistamentos, pois acreditava-se que o confronto duraria apenas alguns meses. Os voluntários eram pessoas das camadas médias, pobres e negros libertos.

Contudo, não era de interesse dos membros da elite partirem para a guerra. Quando eram convocados, muitos pagavam pessoas livres para irem em seus lugares ou enviavam escravos para substituí-los.

Guerra do Paraguai - soldado negroA ilustração feita por Angelo Agostini retrata os impactos sociais da guerra na sociedade escravocrata brasileira. A imagem foi publicada na revista Vida Fluminense em 1870.

A fim de encorpar ainda mais suas fileiras, o governo brasileiro prometeu alforriar todos os escravos que fossem lutar no Paraguai. Além disso, pagou indenização aos senhores de escravos que enviavam seus cativos como “voluntários”.

Com o passar do tempo, a população percebeu que a guerra estava durando muito mais tempo do que deveria. As convocações se tornaram mais frequentes e até mesmo a Guarda Nacional teve que partir para o combate. Além disso, criminosos, pessoas sem trabalho e pobres foram obrigados a se alistarem como “voluntários”.

O esforço de guerra mobilizou entre 150 e 200 mil homens. No fim, as recompensas prometidas pelo governo brasileiro nunca foram pagas aos combatentes.

Guerra do Paraguai - Voluntários da pátriaCharge publicada em 1865 no jornal humorístico paulista Diabo Coxo, ironizando o recrutamento compulsório do Exército brasileiro.

Resultados da Guerra do Paraguai

Os combates corpo a corpo da Guerra do Paraguai eram extremamente violentos. Ambos os lados cometeram atrocidades como saques, degolas e fuzilamentos. Até mesmo crianças e adolescentes participavam dos embates sem serem poupadas.  Os combatentes passavam fome, frio e tinham péssimas condições de higiene. Por isso, inúmeros soldados morreram de doenças como tifo, cólera e malária.

No total, cerca de 300 mil pessoas morreram na guerra. Metade delas eram paraguaias. Como a maioria dos combatentes eram homens, levou anos até que a população masculina voltasse a se equilibrar com a feminina.

Quanto ao Brasil, o exército saiu do conflito fortalecido e com maior prestígio entre a população. Seus integrantes concluíram que não eram apoiados pelo Império, que arrastou o conflito e não concedeu nenhuma recompensa em troca de sua dedicação.

Assim, passaram a exigir uma participação cada vez maior nas decisões políticas brasileiras. O exército também se tornou uma das instituições mais importantes da época na veiculação do ideário republicano.

Além disso, os altos gastos com a guerra prejudicaram seriamente os cofres do Império. A resposta do governo foi imprimir mais papel-moeda, o que elevou a inflação e aumentou a dívida externa.

Todos esses fatores acabariam sendo parte essencial do processo que culminou na Proclamação da República em 1889.

O papel das mulheres na Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai não se fez apenas com homens. Apesar de serem pouco referenciadas, as mulheres tiveram um papel importante no combate. Muitas delas iam para a guerra para acompanhar maridos, filhos ou parentes, e outras iam por necessidade.

Guerra do Paraguai - MulheresMulheres se inscrevem como voluntárias da Guerra do Paraguai. Ilustração publicada no periódico Semana Illustrada, em 1865.

Algumas tarefas que ficavam sob sua responsabilidade eram o abastecimento das tropas, a venda e o preparo de alimentos, lavagem de roupas, tratamento dos feridos e enterro dos mortos.

Mas isso não quer dizer que elas não pegavam em armas. Confira o trecho a seguir escrito pelo historiador Francisco Doratioto:

“Havia mulheres de vida alegre que, nos pontos mais perigosos da frente de combate, socorriam feridos, rasgavam roupas para fazer ataduras e permaneciam junto deles até o final da luta. Azevedo Pimentel cita uma Florisbela que, ao acompanhar o 29º Corpo de Voluntários da Pátria, participava dos combates pegando a carabina do primeiro homem que caía ferido e, finda a luta, ia ajudar no hospital”.1

Do lado paraguaio também houve muitas mulheres participando do conflito. Havia voluntárias e as chamadas “residentas”, que eram obrigadas a participar do conflito para fazer trabalhos domésticos, transporte de suprimentos e construção de defesas militares. Além disso, também participaram do conflito armado.

Ana Néri

Grande destaque foi dado a Ana Néri, enfermeira baiana que atuou na Guerra do Paraguai. Viúva do capitão Isidoro Antônio Néri, decidiu ir para o confronto para acompanhar os seus três filhos e um sobrinho.

Ela serviu como enfermeira nos hospitais de Humaitá, Corrientes, Salto, Curupaiti e Assunção. Por sua atuação, ficou conhecida como a “mãe dos brasileiros”. Em sua volta para o Brasil, Ana Néri foi condecorada por D. Pedro II.

Além disso, tornou-se patrona da escola oficial de enfermagem fundada por Carlos Chagas em 1929. A instituição foi batizada como “Escola de Enfermeiras Dona Ana Néri”.

Diferentes versões sobre a Guerra do Paraguai

Por muito tempo a Guerra do Paraguai foi escrita como uma empreitada heroica dos brasileiros e argentinos contra as pretensões expansionistas do Paraguai. Além disso, também teria sido um confronto da civilização da Tríplice Aliança contra a barbárie representada por Solano López.

Guerra do Paraguai - Solano LópezIlustração de Angelo Agostini publicada no periódico Vida Fluminense, em 1865. As charges publicadas na época da guerra contribuíam para criar o imaginário popular de que Solano López era um tirano sanguinário. Esta imagem, por exemplo, retrata o presidente paraguaio sobre uma pilha de crânios.

Mais tarde, outra vertente historiográfica afirmava que a Guerra do Paraguai teria sido causada por uma manipulação da Inglaterra. Supostamente, os britânicos teriam causado o conflito para tentar deter uma indústria emergente no Paraguai que poderia ter impacto na economia regional.

No entanto, essas duas versões já foram superadas, pois não há fontes que confirmem essas interpretações. Na verdade, o Paraguai ainda tinha uma economia bastante agrícola e que favorecia os interesses da Inglaterra como mercado consumidor.

Atualmente, os historiadores consideram que a Guerra do Paraguai ocorreu por causa de um processo de consolidação dos Estados nacionais que haviam se formado há pouco tempo. Livres da colonização europeia, participavam de um movimento de equilíbrio de poder regional.

Videoaula

Para encerrar os seus estudos, assista a esta videoaula do Nerdologia sobre a Guerra do Paraguai e, em seguida, responda aos exercícios.

Exercícios

1- (FUVEST SP/2019)    

Observe as imagens das duas charges de Angelo Agostini publicadas no periódico Vida Fluminense. Ambas oferecem representações sobre a Guerra do Paraguai, que causaram forte impacto na opinião pública. A imagem I retrata Solano López como o “Nero do século XIX”; a imagem II figura um soldado brasileiro que retorna dos campos de batalha.

ExercícioSobre as imagens, é correto afirmar, respectivamente:

a) Atribui um caráter redentor ao chefe da tropa paraguaia; fixa o assombro do soldado brasileiro ao constatar a persistência da opressão escravista.

b) Denuncia os efeitos da guerra entre a população brasileira; ilustra a manutenção da violência entre a população cativa.

c) Reconhece os méritos militares do general López; denota a incongruência entre o recrutamento de negros libertos e a manutenção da escravidão.

d) Personifica o culpado pelo morticínio do povo paraguaio; estimula o debate sobre o fim do trabalho escravo no Brasil.

e) Fixa atributos de barbárie ao ditador Solano López; sublinha a incompatibilidade entre o Exército e o exercício da cidadania.

2- (UFRGS/2019)    

Leia as seguintes afirmações a respeito da Guerra do Paraguai.

I. A presença de mulheres brasileiras no conflito, atuando no abastecimento, no tratamento aos feridos e, inclusive, nas frentes de batalha, foi significativa.

II. Um decreto imperial foi promulgado, garantindo liberdade aos escravizados que se alistassem e indenização aos seus proprietários.

III. O governo monárquico cumpriu integralmente o acordo de concessão de terras, empregos e pensões a todos os “Voluntários da Pátria” que retornaram do conflito.

Quais estão corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas III.

c) Apenas I e II.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

3- (FGV/2018)    

A partir da década de 1970, ganhou espaço a interpretação de que o imperialismo inglês foi a causa da Guerra do Paraguai, deflagrada em dezembro de 1864. Segundo essa vertente, o trono britânico teria utilizado o Império do Brasil, a Argentina e o Uruguai para destruir um suposto modelo de desenvolvimento paraguaio, industrializante, autônomo, que não se submetia aos mandos e desmandos da potência de então. Estudos desenvolvidos a partir da década de 1980, porém, revelam um panorama bastante distinto.

(Francisco Doratioto. Paraguai: guerra maldita. Em: Luciano Figueiredo, História do Brasil para ocupados, 2013. Adaptado)

Os novos estudos sobre a Guerra do Paraguai

a) questionam a superioridade militar da aliança entre Argentina, Brasil e Uruguai e consideram que a vitória dessas nações derivou mais de algumas circunstâncias favoráveis do que da competência bélica.

b) apontam para o expansionismo territorial do Império do Brasil como o principal causador dessa guerra, como pode ser verificado por meio das pretensões brasileiras por territórios divisos com o Paraguai e a Argentina.

c) atribuem a responsabilidade do conflito aos quatro países envolvidos, que estavam em um momento particular de suas histórias, porque se encontravam em meio aos processos de construção e consolidação dos Estados Nacionais.

d) demonstram como a inabilidade diplomática das nações envolvidas provocou uma guerra prolongada e muito cara, que, em última instância, gerou forte dependência econômica da região durante o resto do século XIX.

e) realçam a importância do Uruguai e da Argentina como provocadores desse conflito regional porque defendiam que a navegação do estuário do Prata fosse exclusividade dessas nações, trazendo imediato prejuízo à Inglaterra.

 Gabarito:

  1. D
  2. C
  3. C

¹DORATIOTO, Francisco Fernando Monteoliva. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 189.

Sobre o(a) autor(a):

Ana Cristina Peron é formada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina e é redatora do Curso Enem Gratuito.

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