Palavras compostas no Espanhol

Conheça com este post as palavras compostas mais comuns do espanhol e a maneira como elas se formam. Venha com a gente aprender mais um tema de espanhol para o Enem!

As palavras compostas são aquelas que se formam pela fusão de duas ou mais palavras simples para criar uma nova com seu próprio significado. A composição é um processo de criar palavras com o propósito de utilizá-las no léxico do idioma, podendo, inclusive, ser utilizada por outas línguas.

palavras compostas
Figura 1: palavras compostas. Fonte: https://hablandodetodounmucho.jimdo.com/morfolog%C3%ADa/palabras-compuestas/

 

Ao falar do uso de palavras compostas ou da criação delas, é importante mencionar também que existem as orações compostas, que se formam a partir de duas frases chamadas proposições. São diferentes das orações simples porque estas têm mais de um verbo.

As palavras compostas ocorrem segundo as categorias ou o conjunto de palavras gramaticais e dos verbos, advérbios e demais componentes que as formam, e podem assumir diversas estruturas.

Tipos de palavras compostas

As palavras compostas são formadas por dois lexemas, duas palavras simples que dão lugar a uma nova palavra com significado diferente. Na língua espanhola, as palavras compostas são muito comuns e costumam vir de expressões ou grupos de palavras que se fixam pouco a pouco mediante o uso habitual até “lexicar-se”, ou seja, passar a fazer parte do idioma.

Formação das palavras compostas

As palavras compostas são formadas por diferentes tipos de palavras. Observe:

– Substantivo + substantivo: baloncesto, telaraña, hispanohablante.

– Substantivo + adjetivo (e vice e versa): pelirrojo, malhumor, medianoche.

– Substantivo + verbo (e vice e versa): quitamanchas, sacacorchos, pararrayos.

– Adjetivo + adjetivo: suavemente, malpensado, asimísmo.

– Verbo + verbo: hazmereír, compraventa, duermevela.

– Verbo + advérbio (e vice e versa): dondequiera, menospreciar, cantamañanas.

– Advérbio + advérbio (e vice e versa): altibajo, anteayer.

palavras compostas
Figura 2: Exemplos de palavras compostas: https://secondgradenieves.weebly.com/palabras-compuestas.htm
Palavras compostas com hífen

Os exemplos trabalhados até agora são uni verbais, ou seja, constituem uma só palavra sem espaços. No entanto, as palavras compostas também podem ser pluriverbais. Neste último caso as palavras podem ou não estar separadas por um hífen. O hífen costuma ser utilizado nos seguintes casos:

– Segundos nomes e sobrenomes compostos: José-Ramón, Fernandez-Ríos.

– Nomes geográficos típicos: Castilla-la-Mancha.

– Adjetivo relacional: físico-químico, histórico-administrativo, teórico-práctico. Em alguns casos uma palavra com hífen tem uma forma uni verbal que é preferível usar. Exemplo: social-cultural > sociocultural.

– Substantivos que se encontram no mesmo nível semântico: profesor-tutor, cine-teatro, escuela-taller.

– Substantivos que buscam referir-se a um novo conceito de modo fixo: kilómetros-hora, oferta-demanda.

– Gentilícios: peruano-ecuatoriano, chino-japonés.

Acentuação das palavras compostas

Nas palavras compostas com hífen deve-se respeitar a acentuação de cada palavra simples de acordo com as regras gerais de acentuação. Também é necessário respeitar as maiúsculas no caso dos nomes próprios, independentemente do lugar que ocupem dentro do grupo léxico.

As palavras compostas terminadas em -mente deverão ser acentuadas na primeira palavra do composto caso esta já recebesse acento em seu significado original. Exemplos: fácil – fácilmente, triste – tristemente, rápido – rápidamente.

palavras compostas
Figura 3: Palavras compostas com hífen. Fonte: http://revistas.educa.jcyl.es/revista_digital_hemeroteca/index.php?option=com_content&view=article&id=2841&catid=55&Itemid=68

 

No Canal do YouTube “Un Profesor” há uma explicação sobre as palavras compostas, é só assistir!

Em seguida, resolva a estas questões relacionadas com o tema.

Questão 01 – (PUC GO/2015)    

Memórias de um pesquisador

Não era bem vida, era uma modorra – mas de qualquer modo suportável e até agradável. Terminou bruscamente, porém, eu estando com vinte e oito anos e um pequeno bujão de gás explodindo mesmo à minha frente, no laboratório de eletrônica em que trabalhava, como auxiliar. Me levaram às pressas para o hospital, os médicos duvidando que eu escapasse. Escapei, mas não sem danos. Perdi todos os dedos da mão esquerda e três (sobraram o polegar e o mínimo) da direita. Além disso fiquei com o rosto seriamente queimado. Eu já não era bonito antes, mas o resultado final – mesmo depois das operações plásticas – não era agradável de se olhar. Deus, não era nada agradável.

No entanto, nos primeiros meses após o acidente eu não via motivos para estar triste. Aposentei-me com um bom salário. Minha velha tia, com quem eu morava, desvelava-se em cuidados. Preparava os pastéis de que eu mais gostava, cortava-os em pedacinhos que introduzia em minha boca – derramando sentidas lágrimas cuja razão, francamente, eu não percebia. Deves chorar por meu pai – eu dizia – que está morto, por minha mãe que está morta, por meu irmão mais velho que está morto; mas choras por mim. Por quê? Escapei com vida de uma explosão que teria liquidado qualquer um; não preciso mais trabalhar; cuidas de mim com desvelo; de que devo me queixar?

Cedo descobri. Ao visitar certa modista.

Esta senhora, uma viúva recatada mas ardente, me recebia todos os sábados, dia em que os filhos estavam fora. Quando me senti suficientemente forte telefonei explicando minha prolongada ausência e marcamos um encontro.

Ao me ver ficou, como era de se esperar, consternada. Vais te acostumar, eu disse, e propus irmos para a cama. Me amava, e concordou. Logo me deparei com uma dificuldade: o coto (assim eu chamava o que tinha me sobrado da mão esquerda) e a pinça (os dois dedos restantes da direita) não me forneciam o necessário apoio. O coto, particularmente, tinha uma certa tendência a resvalar pelo corpo coberto de suor da pobre mulher. Seus olhos se arregalavam; quanto mais apavorada ficava, mais suava e mais o coto escorregava.

Sou engenhoso. Trabalhando com técnicos e cientistas aprendi muita coisa, de modo que logo resolvi o problema: com uma tesoura, fiz duas incisões no colchão. Ali ancorei coto e pinça. Pude assim amá-la, e bem.

– Não aguentava mais – confessei, depois. – Seis meses no seco!

Não me respondeu. Chorava. – Vais me perdoar, Armando – disse – eu gosto de ti, eu te amo, mas não suporto te ver assim. Peço-te, amor, que não me procures mais.

– E quem vai me atender daqui por diante? – perguntei, ultrajado.

Mas ela já estava chorando de novo. Levantei-me e saí. Não foi nessa ocasião, contudo, que fiquei deprimido. Foi mais tarde; exatamente uma semana depois.

[…]

(SCLIAR, Moacyr. Melhores contos. Seleção de Regina Zilbermann.
São Paulo: Global, 2003. p. 176-177.)

En el texto, Scliar utiliza la raya (–) en diversos momentos y, en tres verbos, el guión (-). La utilización de esos signos de puntuación en español y portugués se difiere bastante. Lea las alternativas a seguir y señale la que traiga afirmaciones correctas sobre el uso de esas marcas gráficas en la lengua española:

a) Guión – entre los prefijos y los radicales en la formación de nuevos vocablos.

Raya – en separación silábica de palabras que no caben en un renglón.

b) Guión – uniendo un verbo a su pronombre complemento en proclisis.

Raya – separando oraciones coordinadas en el interior de un período.

c) Guión – en lugar de los paréntesis o las comas para conectar dos oraciones independientes.

Raya – en la formación de nuevos adjetivos compuestos: el primero se mantiene en el masculino singular y el segundo se adapta en género y número al sustantivo que califica.

d) Guión – en separación silábica de palabras que no caben en un renglón.

Raya – en intervenciones o hablas de los personajes y en los incisos del narrador.

 

Questão 02 – (PUC GO/2012)    

A beleza do pássaro está na liberdade de seu vôo.

O infinito! Que é? Pode ser o outro ou a arte. Na pessoa do outro está o sagrado: nesse espaço nos reencontramos, nos identificamos. Os desvios onde, às vezes, derrapamos e caímos, constituem a busca errônea do sagrado. O ideal e a utopia estão onde sempre estiveram, ao alcance de nossas mãos, diante de nossos olhos, sensíveis às pulsações. Basta ouvir o simples bater do coração, embalar-se no seu ritmo, na cadência do vento. O espelho resgata o ser, devolve aos olhos automatizados a imagem original, cansada inutilmente de esperar o olhar narcísico. Em mim se concentra a imagem e o valor do outro. Sou eu que devo reconhecê-lo: perfeito e diferente em sua liberdade de ser.

Os filhos! Sim, pássaros! Só voando se revelam. Precisam recompor, recriar o mundo: viver suas vidas. O retorno ao ninho é uma opção. Carrega- se o berço onde quer que se vá. Ele pode ser a pluma e pode ser a pedra. Sua lembrança é a eterna companhia.

(MARTINS, Maria Teresinha. Rapto de Memória. 2. ed. Goiânia: Ed. da PUC Goiás, 2010. p. 31)

El guión (–) en el término “auto-matizado”, que aparece en el texto 04, sirve para generar una ambigüedad en la nueva palabra, compuesta por otras dos con significados propios ‘auto’ y ‘matizado’, significando ‘auto matizado’ (con matices propias) y ‘automatizado’ (con funcionamiento controlado de forma mecánica o repetitiva). Señale la opción que describe correctamente el uso del guión en español.

a) Sirve para hacer la unión entre los pronombres oblicuos (complemento) y algunas formas verbales, representados por la enclisis y mesoclisis. (Adaptado de: http://www.brasilescola.com/gramatica/ emprego-do-hifen.htm. Acceso el: 29 Mar. 2012.).

b) Sirve para unir dos nombres de pila, en caso de que el segundo se pueda confundir con el correspondiente apellido: Luis-Atahualpa García (el apellido es solamente García), o para unir dos apellidos, en caso de que el primero se pueda confundir con un segundo nombre: Ariel David- Pérez (los dos apellidos son David y Pérez). (Adaptado de: http://es.wikipedia.org/wiki/Guion_ortogr %C3%A1fico. Acceso el: 29 Mar. 2012.).

c) Se usa cuando se fusionan los caracteres que componen cada uno de los elementos que forman el término: “aldea franco-romana”, “ciudadano ítalo-francés”. (Adaptado de: http://es.wikipedia.org/wiki/Guion_ortogr %C3%A1fico. Acceso el: 29 Mar. 2012.).

d) Se usa para conectar algunas palabras precedidas de prefijos, aunque con la llegada de la Nueva Reforma Ortográfica, hubo algunos cambios relacionados a su aplicabilidad. (Adaptado de: http://www.brasilescola.com/gramatica/emprego-do-hifen.htm. Acceso el: 29 Mar. 2012.).

 

GABARITO

1) Gab:  D

2) Gab: B

Sobre o(a) autor(a):

Marcia é formada em Língua e Literatura Espanhola pela Universidade Federal de Santa Catarina e Especialista em Estudos Linguísticos e Literários Aplicados ao Ensino da Língua Portuguesa pela Unisul. Dá aulas de espanhol em escolas da grande Florianópolis desde 2003. Facebook: https://www.facebook.com/mcardosocanto