Sócrates e os Sofistas

Vamos caminhar pelas estradas da filosofia antiga! Revise Sócrates e os sofistas para bombar no Enem esse ano!

Pensar os temas da filosofia antiga se faz extremamente importante. É um dever para com a história da filosofia!

Para começar, vamos nos situar no tempo, espaço e contexto: nesta aula vamos falar de filósofos da Grécia antiga (aproximadamente séc. VII e VI a.C), do período em que surge a filosofia no ocidental a partir da cosmologia pré-socrática e dos movimentos históricos que muito contribuíram com essa realidade. Então, vem com agente revisar a relação entre os sofistas e Sócrates! Revise Filosofia par o Enem.

Na Grécia Antiga, na parte baixa de uma cidade (em Atenas, como no exemplo) situava-se a ágora ou praça pública. Esse espaço tinha uma relevância gigante porque ali se discutia os rumos da cidade, tomavam-se as decisões e discutiam-se as ideias filosóficas.

sócrates e os sofistas

E, na ágora, estavam os Sofistas (palavra derivada do grego que significa “grande mestre ou sábio” ou “super sábios”). Estes filósofos residiam nas periferias gregas, muito embora não tivessem um local específico ou uma residência, porque eram como que professores viajantes vendendo seus conhecimentos, principalmente a arte da retórica, do falar bem.

Se utilizavam do areté (do grego, significa “excelência” ou “virtude”), para ensinar as artes gregas que eram muito valorizadas na época (esportes, política e matemática, por exemplo). O momento histórico desse tempo favorecia essas relações de aprendizado. Devido às assembleias democráticas, os cidadãos sentiam a necessidade de aprender a falar em público e, na discussão de ideias, persuadir as pessoas e fazer prevalecer os interesses individuais ou de seu grupo social.

No decorrer do tempo, os sofistas foram ganhando uma conotação não muito boa: a de enganadores ou ladrões do saber. Principalmente pelas críticas de Sócrates e Platão, como veremos daqui pra frente. A arte dos sofistas ou a sofística, começou a ser alvo de críticas pelos filósofos antigos, uma vez que, segundo eles, não buscava a verdade (a aletheia, do grego), mas sim, buscava manipular, iludir e produzir falsos conhecimentos. Para os pensadores antigos, a busca pela verdade era o principal foco do ensinamento e da busca filosófica, assim como afirma Sócrates: “uma vida que não tem busca, não merece ser vivida”.

A crítica dos filósofos clássicos, como assim são conhecidos Sócrates, Platão e Aristóteles, vem de encontro ao tipo dos ensinamentos dado pelos sofistas, principalmente o da retórica e o bom uso do Areté. E por que a ideia de excelência e virtude retornam logo aqui? Para Sócrates, essencialmente, você ensinar ou indicar o caminho das virtudes para as pessoas era um dever, uma missão para com o ideal do conhecimento e a sua busca necessária. Não algo a ser vendido como faziam os Sofistas.

Portanto, a crítica por parte de Sócrates e de outros filósofos é o da instrumentalização do ideal de excelência e virtude (o Areté), demonstrando que a forma de ensinamento dos sofistas parte de pressupostos e olhares que não eram o da justiça, do bem comum ou também do autoconhecimento (foco da reflexão socrática).

Dentre alguns sofistas que caminhavam pela Grécia, ficaram mais conhecidos: Protágoras de Abdera (séc V a.C) que afirmava que “o homem é a medida de todas as coisas”, ou seja, o mundo é relativo a cada um, suas vivências e percepções da realidade. Protágoras embasava suas reflexões no subjetivismo. O outro sofista conhecido é Górgias de Leontini (séc V a.C), que foi um grande orador e os documentos históricos afirmam que, ele falava tão bem que era capaz de convencer qualquer pessoa sobre qualquer coisa.

Embora Sócrates fosse confundido com os sofistas, justamente por estar em grande parte nos mesmos espaços, ele travou grandes polêmicas com os “sábios” sofistas. O filósofo procurava respostas para perguntas essenciais para a caminhada humana: o que é o bem? O que é a virtude? O que é a justiça? Sócrates afirmava que os sofistas não procuravam as respostas mais profundas para essas realidades, porque eles se preocupavam com a ilusão do conhecimento ou não o desejavam de toda vontade.

Para saber mais sobre Sócrates e os sofistas, veja esta videoaula do Professor Alan do nosso canal no Youtube:

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Sobre o(a) autor(a):

O texto acima foi produzido pelo professor Leonardo Alves de Melo. Leonardo é professor de Filosofia formado pela Faculdade Bagozzi (2012), graduando em Teologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e pós graduado em Pastoral Juvenil pelo Unisal (Universidade Salesiana de São Paulo). E-mail: [email protected]