Totalitarismo europeu: nazismo e fascismo

Pode não parecer, mas o “Sentinela da Liberdade” tem muito a ver com os regimes totalitários na Europa. Descubra como através destas dicas de História para o Enem!

O que o Capitão América tem a ver com o totalitarismo europeu? Como bem sabemos, o heroi é um personagem de histórias em quadrinhos que carrega toda uma ideia do que são os Estados Unidos e seus valores.

Basta olharmos para seu uniforme e já percebemos que seu nome não é à toa. Sua primeira aparição foi em março de 1941, poucos meses antes dos Estados Unidos entrarem oficialmente na Segunda Guerra Mundial.

O personagem foi muito utilizado no esforço de guerra, como forma de motivar os soldados e o povo estadunidense a superarem o conflito mundial.

Alguns anos antes, o totalitarismo europeu surgia e ganhava forma, e os grandes ditadores que personificavam o autoritarismo militar destes países estampavam algumas histórias do Capitão América, assim como em vários outros personagens de quadrinhos da época.

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Primeira aparição do Capitão América socando Hitler. Retirado de: https://goo.gl/W3DkZw

Dentro do que definimos como totalitarismo europeu, podemos destacar, então, a questão fascista. O fascismo é um fenômeno histórico, desdobrado em um período e momento geográfico específicos, aproximadamente entre 1922 e 1945, nos territórios alemão e italiano.

Estes regimes se opuseram simultaneamente às democracias liberais e ao regime comunista soviético e podem ser caracterizados como extrema-direita. É necessário diferenciar o fascismo do totalitarismo.

Todo o Estado fascista é totalitário, entretanto nem todo regime totalitário é fascista. Os governos totalitários europeus, além dos regimes fascistas mencionados (italiano e alemão) são o soviético, de Josef Stalin, o salazarista, de António Salazar e o franquismo, de Francisco Franco.

O Estado fascista tem como principal característica a associação com a sociedade de massas, ou seja, a sociedade civil era convocada através de diversos meios para que apoiasse as decisões do Estado autoritário.

O contexto civil da época era de extrema desilusão com Estado e as instituições democráticas, portanto uma figura institucional mais forte, ou seja, autoritária, era travestida de uma solução necessária.

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Mapa na época da ascensão do totalitarismo europeu. Retirado de: https://goo.gl/THwf6c

O período entre guerras, a crise econômica e a sensação de humilhação após a derrota na Primeira Guerra Mundial foram elementos importantes que impulsionaram a população destes dois países a erguerem o fascismo, ou nazi-fascismo, nos próprios braços.

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Propaganda fascista. Tradução: O líder de todas as vitórias. Nós venceremos! Retirado de: https://goo.gl/TnU7tM

Uma das diferenças mais marcantes entre o fascismo italiano e o nazismo alemão é a questão antissemita. Embora dividissem muitas semelhanças, como as citadas anteriormente, o nazismo alemão diferenciava-se no que se referia pureza racial.

O nazismo baseava-se também na supremacia ariana, no qual os povos que não se enquadravam nos requisitos étnicos eram relegados a trabalhos forçados nos campos de concentração. A partir desta ideia que milhões de judeus, dentre ouras minorias como negros, homossexuais e ciganos, foram mortos nos campos de extermínio.

Um grande elemento, tanto fascista quanto nazista, que impulsionou o convencimento das massas, foi a propaganda. Não eram só os Estados Unidos que faziam uso da mídia para que seus ideais fossem bem digeridos.  Esta ferramenta foi importantíssima para que o totalitarismo europeu se firmasse, principalmente na Itália e na Alemanha.

Para o economista Maurice Dobb o fascismo desempenhou um papel de organizar a moral e a economia de um povo abalado, utilizando a militarização e a propaganda para alcançar a expansão territorial imperialista. Outros elementos construíam a ascensão autoritária na Alemanha, como a arquitetura opressora, os discursos do Führer à população, o controle curricular escolar, e, claro, a veiculação midiática.

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Questões para fixar sobre totalitarismo europeu

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Sobre o(a) autor(a):

Guilherme Silva é formado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina. Dá aulas de História em escolas da Grande Florianópolis desde 2016.