Ortografia: o emprego das letras

Aprenda sobre ortografia e as principais regras dispostas no Novo Acordo Ortográfico. Mande bem em Línguas no Enem e nos vestibulares!

Dentro da grande área gramatical da ortografia encontra-se a explicação sobre o emprego das letras. Isso porque a ortografia é a parte da gramática que estuda e estabelece a grafia correta das palavras. Atualmente no português brasileiro segue-se o que recomenda o Novo Acordo Ortográfico estabelecido em janeiro de 2009.

Você conhece as principais regras de ortografia da língua portuguesa? Não? Então, vem com a gente estudar ortografia para mandar bem no Enem e nos vestibulares!

Dica 1: para saber mais sobre o Novo Acordo Ortográfico, acesse o site da Academia Brasileira de Letras

A ortografia é a parte da gramática normativa que ensina a escrever corretamente as palavras da língua portuguesa. Na grande maioria das vezes, o emprego das letras é associado a etimologia (estudo das origens) das palavras.

Porém, precisamos da ortografia também para escrever bem uma redação ou interpretar um texto. As principais dúvidas relacionadas ao uso de algumas letras referem-se à aplicação do “x”, “ch”, “c”, “ç”, “s”, “z”, “j” e “g” para a formação das palavras. Veja algumas regrinhas que vão te ajudar a lembrar a ortografia das palavras:

  • Usa-se x em vez de ch:

a) Depois de ditongos, usamos x. Veja: faixa, ameix

Exceções: recauchutar (e derivados) e guache.

b) Depois das iniciais “me” e “en”. Veja os exemplos: mexer, mexerica, enx

Exceções: mecha (e derivados), anchova, encher (e derivados), encharcar (derivado de charco)

  • Uso do “c” :

Depois de ditongos: foice, coice, meiguice.

  • Uso do “ç”:

a) Em palavras de origem árabe, tupi ou africana: paçoca (tupi), miçanga (africana)

b) nos sufixos -ação, -aço, -iço e -iça: acentuação, ricaço, carniça

  • Usa-se s

a) Depois de ditongos: pausa, maisena, deusa, coisa

b) No sufixo -ês indicador de origem, procedência: calabrês, chinês, japonês

c) nos sufixos -esa e -isa formadores de femininos: calabresa, princesa, sacerdotisa

d) nos sufixos – oso e -osa formadores de adjetivos: bondoso, honroso, saborosa, gulosa

  • Usa-se z

a) Nos substantivos abstratos derivados de adjetivos: sensatez, frigidez, moleza, certeza

b) Nos sufixos -triz, formadores de femininos: imperatriz, embaixatriz, atriz

c) nos sufixos formadores de aumentativos e diminutivos: copázio, cartaz, florzinha, paizinho

Exceções: quando a palavra primitiva contém a letra “s”. Ex: casa-casinha, rosa-rosinha

d) nos verbos formados pelo sufixo -izar: utilizar, civilizar, utilizar, hospitalizar

Atenção!

Há palavras que parecem ter o sufixo “izar”, porém não é o caso. Veja os exemplos:

análise + ar = analisar

friso + ar = frisar

  • Usa-se j

a) Nas palavras de origem árabe, tupi ou africana: jiboia (tupi), canjica (africana), alfanje (árabe)

b) Nas palavras derivadas de outras que já contêm a letra j: brejo- brejeiro, varejo- varejista

c) na conjugação de verbos terminados em -jar: viajar, velejar, bocejar, pelejar, despejar

Dica 2: No site da Academia Brasileira de Letras é possível consultar o VOLP, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, na sua quinta edição, 2009. Esse arquivo contém 381.000 verbetes, as suas respectivas classificações gramaticais e outras informações conforme descrito no Acordo Ortográfico. Para ter acesso a este material, clique em

Atenção!

Apesar de “viajar” e sua conjugação serem com j, o substantivo é com g: “viagem”

  • Usa-se g

a) Nos substantivos terminados por – agem, -igem e -ugem:

barragem, fuligem, vertigem, ferrugem

Exceções: pajem, lambujem

b) nas terminações – ágio, -égio, -ígio, -ógio e úgio: pedágio, egrégio, vestígio, relógio, refúgio.

E aí? Conseguiu aprender as principais regras de ortografia? Beleza! Agora, para finalizar sua revisão, assista a videoaula do canal do prof. Noslen:

Entendeu? Vamos praticar? Bom estudo!

Exercícios

Questão 01 – (IFAL/2016)
 

(<http://deposito-de-tirinhas.tumblr.com/image/144357530802>.Acesso em 15/05/2016)

A palavra “lucidez”, diferentemente do vocábulo “freguês”, grafa-se com “z”. Mantendo-se o padrão ortográfico do português, marque a opção cujas letras indicadas preenchem adequadamente as lacunas das seguintes palavras, na ordem em que elas aparecem: nature_a – firme_a – cateque_e – duque_a – ec_ema – ali_ar

a) z – s – z – s – z – z

b) z – z – s – s – z – s

c) z – z – z – s – s – s

d) z – s – s – s – z – s

e) z – s – z – z – z – s

Gab: B

Questão 02 – (UFAL/2010)

As regras ortográficas, mesmo sendo oficialmente sancionadas, passam por alterações de tempos em tempos. Acerca das regras ortográficas da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.

a) A supressão do trema, a partir do Acordo Ortográfico que entrou em vigor em janeiro de 2009, alterou a grafia, por exemplo, das palavras ‘distinguir’ e ‘sequidão’.

b) A regra que prevê acento em todas as palavras proparoxítonas justifica o acento de palavras como ‘rúbrica’ e ‘púdica’.

c) Ainda que a letra h não represente um fonema no início de algumas palavras, ela deve estar presente, por exemplo, em: ‘humidade’ e ‘hojeriza’.

d) Devem ser grafadas com c palavras como: ‘pretencioso’ e ‘ancioso’.

e) Deve grafar-se com ç a palavra ‘exceção’; e com ss a palavra ‘repercussão’.

Gab: E

Questão 03 – (UNISA SP/2012) 

Escravidão com etiqueta

O impacto de que há escravidão entre nós, na própria cidade de São Paulo e em municípios do interior paulista, pode ser medido pela repercussão do fato na internet e pelo incômodo de consciência que vem causando. Indústrias de confecção, terceirizadas de famosa marca internacional de roupas, foram flagradas violando a legislação trabalhista do País por utilizarem o trabalho clandestino de imigrantes bolivianos e peruanos, em regime análogo ao da escravidão. Há uma persistente anomalia em relações de trabalho de algumas de nossas atividades econômicas. Mas por aí se constata também nossa consciência difusa de iniquidades que persistem tanto tempo depois da Lei Áurea. (…)

O que terminou, em 1888, com a Lei Áurea, foi a escravidão negra, do escravo-coisa e mercadoria, objeto e propriedade de seu senhor, sujeito a castigo físico e comércio. Mas não terminou o trabalho propriamente servil. (…)

A novidade que vem crescendo entre nós é a da sobre-exploração do trabalho na indústria urbana, e mesmo o cativeiro. Não é de agora que a indústria dos países ricos recorre à mão de obra residente nos países pobres para pagar salários baixos por mercadorias que serão vendidas a preços de países ricos. As confecções estão entre as mercadorias que melhor se encaixam nessa lógica econômica. Na verdade, o Brasil está sendo alcançado pelo modelo asiático de relações de trabalho, os trabalhadores trabalhando praticamente pela mera subsistência ou até menos, algo que representa um retrocesso em relação à própria escravidão, em que o escravo era tratado como bem precioso e, portanto, em tese e em termos relativos, até melhor do que as atuais vítimas da escravidão.

(O Estado de S.Paulo, 21.08.11. Adaptado) 

A sequência correta da ortografia das palavras, como em – terceirizar, terceirização, terceirizado – repete-se em:

a) conscientisar, conscientisação, consciente.

b) economisar, econômico, economia.

c) recorrer, recurso, recorrente.

d) relativisar, relativização, relativo.

e) enriquescer, riqueza, rico.

Gab: C

Questão 04 – (UNISA SP/2013)

Cheguei com 21 anos e já estou há 54 em São Paulo. Desde meus primeiros dias, vivo um problema que existe até hoje e compartilho com todo mundo. Não dirijo. Ando de táxi, ônibus, metrô e caminho muito. Sou pedestre e, como tal, conheço a tragédia das calçadas. Quem caminha torce o pé em buracos, tropeça em desníveis, precisa olhar para baixo o tempo inteiro. Não há calçadas uniformes, planas, planejadas, cuidadas. Cada dono constrói seu trecho segundo sua fantasia. Há gosto, bom gosto e muito mau gosto, breguice, kitsch. A variedade não contribui para uma cidade criativa e original. Ao contrário, é um mix desordenado de excrescência.

Problemas pequenos? Some aos outros, por exemplo, as agruras de quem toma ônibus, de quem toma metrô, de manhã ou à tarde. Tente viajar nos horários de pico. Ah! Aí, sim, se vê por que é uma selva. Algum coordenador de transportes tentou fazer uma viagem num coletivo cheio, em dia de calor, janelas fechadas? Algum já viajou esmagado, prensado, sufocado, o ar faltando aos pulmões?

Sonho com utopias. A São Paulo ideal teria calçadas largas contendo uma ciclovia e árvores. E bueiros que deem vazão às águas das chuvas. E um povo que não varra as folhas para dentro dos bueiros. E que tenha recipientes para se depositar o lixo. A São Paulo ideal teria prédios de no máximo oito andares e praças e jardins e parques. E principalmente projetos e planos diretores que olhassem o futuro, e não o presente imediato e eleitoreiro. E administradores que olhassem com carinho para a cidade.

(Ignácio de Loyola Brandão. O Estado de S.Paulo, 01.07.2012. Adaptado.)

Quanto à grafia das palavras, está correta a alternativa:

a) Com a reurbanização das favelas, a estruturação cicloviária, a capacidade dos governantes em discernir o que é prioridade, São Paulo seria uma selva porquê?

b) Com a reurbanização das favelas, a estruturação cicloviária,a capacidade dos governantes em discernir o que é prioridade, São Paulo seria uma selva por quê?

c) Com a reurbanisação das favelas, a estruturação cicloviárea, a capacidade dos governantes em discernir o que é prioridade, São Paulo seria uma selva porquê?

d) Com a reurbanisação das favelas, a estruturação cicloviárea, a capacidade dos governantes em dicernir o que é prioridade, São Paulo seria uma selva por quê?

e) Com a reurbanização das favelas, a estruturação cicloviárea, a capacidade dos governantes em discernir o que é prioridade, São Paulo seria uma selva porquê?

Gab: B